Vamos lutar pela volta do trem?

Olá! Você está na página da história de Cambuquira. Hoje é
Aqui você encontra um o resumo dde nossa história, fotos, "causos" da Estância. Blog Estância de Cambuquira.
Visite também a página reservada para nossa atualidade. Blog de Cambuquira .

BONS EXEMPLOS GERAM BOAS NOTÍCIAS. Mande notícias, fotos e histórias.

Pesquise nome assunto

"Não se apaga a história. Muito menos os documentos históricos, que nada mais são do que os registros dos fatos que ocorreram no passado. Quer eles sejam agradáveis ou desagradáveis." juíza de Direito Hertha Helena Rollemberg Padilha

sexta-feira, 27 de março de 2015

Cambuquira no roteiro de uma prova autombilistica de 1934


No ano de 1934, houve uma prova de automobilismo organizada pelo Touring Club, entre o Rio de São Paulo. Sem entrar em maiores detalhes, basta olhar o mapa acima e se lembrar que as rodovias que hoje existem nesse percurso, como a via Dutra, a Castelo Branco, por exemplo, não existiam. Todo o trajeto, exceto pequenos trechos urbanos - as estradas passavam dentro das cidades - não era pavimentado.

A estrada São Paulo-Rio, hoje conhecida como Estrada Velha Rio São Paulo, por exemplo, não poderia ser percorrida em seu trajeto total nos dias de hoje, por causa de trechos que foram "absorvidos" pela Dutra na construção desta no início dos anos 1950.

A prova foi chamada de Circuito das Estações de Águas e tinha cerca de 1.200 quilômetros. Havia 90 pontos marcados. Na tabela ao lado do mapa, os pontos em letras grandes e grossas indicam as cidades escolhidas para fim e início de etapas, com pernoite e programa especial de recepção ou de festas. As cidades indicadas em letras médias eram os pontos escolhidos para almoço.

O ponto inicial era São Paulo. Em Cachoeira (Paulista), alguns poderiam seguir para o Rio de Janeiro e outros retornar a São Paulo. O mapa foi publicado em 21 de outubro no jornal O Estado de S. Paulo e a corrida dar-se-ia entre 4 e 11 de novembro seguintes.

Realmente, o passio deveria ser mais interessante do que fazê-lo hoje. 


Contribuição de Carlos Sérgio Cornwall, Advogado em Varginha-MG 
Fonte: http://blogdogiesbrecht.blogspot.com.br/search?updated-max=2015-03-14T11:45:00-03:00&max-results=7

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Voltando em "O tempo"

MATÉRIA DO JORNAL O TEMPO- ESPECIAL TURISMO DE BEM-ESTAR- 31 DE MAIO A 6 DE JUNHO DE 2008 COM APOIO DA CODEMIG-GOVERNO DE MINAS E VIVA MINAS GERAIS

Matéria enviada ao blog por Carlos Cornwall

sábado, 14 de setembro de 2013

Parque das Águas Mello Viana

Este foi o nome escolhido para o Parque das Águas de Cambuquira, conforme projeto, provavelmente do início do século XX e  existente no Arquivo Público Mineiro
Clique na imagem para ampliar!
Como descrito no site e que se pode confirmar nas imagens, o projeto do Portão foi do Engenheiro Signorelli.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

A prova que Floriano Peixoto esteve em Cambuquira e aqui tenha falecido apesar da ausência desse fato nas história escrita de nossa cidade.

Esposas dos presidentes do Brasil – II DIÁRIO DA MANHÃ LUIZ AUGUSTO SAMPAIO

 O segundo presidente da República, Manuel Floriano Vieira Peixoto (já adulto resolveu tirar oficialmente o sobrenome Vieira) mas até hoje chamado de Floriano Peixoto, governou o País de 23 de novembro de 1891 a 15 de novembro de 1894. Chamavam-no por vários apelidos: “Marechal de ferro”, “Consolidador da República”, “A Esfinge”, “Homem enigma”. Falam os historiadores que era um homem muito fechado. Abria-se apenas para alguns amigos e, lógico, para sua família. Tinha a formação cristã, porém não era igrejeiro. Jamais expunha sua convicção religiosa. Consoante o analisou o historiador militar Salm de Miranda – quando pressionado para definir sua religião, dizia: “Em matéria de religião, o melhor é ficarmos com a da mulher”. Entretanto, na sua casa mostrava-se “simples e afável, desconfiava menos e falava mais, mesmo falando pouco”. Manteve a família sempre afastada de sua vida política e sua vida social foi praticamente nula. Seus biógrafos falam que ele “nunca deu uma recepção, nem compareceu a nenhuma”. Esta ultima expressão já nos diz tudo. Não ia a recepção e tampouco as dava no Palácio. Casou-se com a filha do coronel José Vieira de Araújo Peixoto, seu pai adotivo, sua prima em primeiro grau, Josina Vieira Peixoto (1857–1911), que era 18 anos mais nova do que ele. Seu bisneto, Luiz Carlos Peixoto, em depoimento prestado em 23 de maio de 2001, assim narrou como se deu o encontro dos dois: “Ele veio da Guerra do Paraguai e pediu licença ao Exército para dar uma olhada nas terras que possuía em Maceió. E lá morava Josina, filha de seu padrinho e pai adotivo. Quando chegou aquele herói da Guerra do Paraguai, ela, mocinha ao sol, fez um “baita charme”, escovando os cabelos longos. Floriano ficou maluco”. Com o casamento, tornou-se herdeiro de seu tio, padrinho e amigo e depois, sogro. As bodas ocorreram na localidade de Murici, Alagoas, no dia 11 de maio de 1872. Apesar de muito pesquisada, pouco se sabe da vida social de Josina. Em relação a Floriano Peixoto, nenhum historiador narrou alguma coisa sobre aventuras extraconjugais durante toda sua vida. Foi, portanto, fiel a sua amada. O casal teve sete filhos: Floriano Peixoto Filho e José Floriano Peixoto, este, um desportista conhecido pela alcunha de “Fulô”, que teve um circo e morreu cedo; e as mulheres Ana Vieira Peixoto, Maria Tereza, Maria Amália, Josina Peixoto Sampaio Viana e a caçula Maria Anunciada. Esta contava com apenas seis anos de idade quando seu pai faleceu, em 29 de junho de 1895, muito doente, acometido de tuberculose. A pprimeira-dama era chamada na intimidade por dona Sinhá. Foi uma senhora de “prendas domésticas”, “do lar”, pois até hoje não se tem conhecimento de suas atividades sociais e beneméritas. Uma coisa é certa. Floriano nutria por ela grande respeito e sentia muito sua falta. Prova-nos uma carta que escreveu a ela de Cambuquira (MG) para onde, a conselho médico havia ido para tratar dos pulmões. Eis a missiva:

 Sinhá, regressei hoje da Campanha acompanhado até aqui pelas pessoas mais importantes da cidade. Acho-me melhor da tal bronquite, que ali me levou à cama, mas ainda sinto-me bastante atacado. O que tenho passado na sua ausência – já de oito dias – só eu sei (...). Já me falta a paciência para sofrer, mas o que fazer? O tempo tem estado péssimo por causa da friagem e os médicos dizem que devo retirar-me sem demora: por isso aí vai o dr. Pedro Nolasco para escolher se devo ir para Divisa ou para Palmeiras. Parece-me melhor Divisa (...)”

. Esta, leitores, é a vida de dona Josina, na conformidade das pesquisas efetuadas por mim. (Continua) (Luiz Augusto Sampaio, da Academia Goiana de Letras e Instituto Histórico e Geográfico de Goiás) Fonte: http://www.dm.com.br/texto/137816-esposas-dos-presidentes-do-brasil-a-ii

sábado, 20 de julho de 2013

MINERINHO ESPORTE CLUBE

Mineirinho Esporte Clube
mensagem*: Mauro RezendeO basquete de Cambuquira, nos anos 50 e 60, sempre teve uma boa presença no sul de MG. Nos inicios dos anos 50 o CTC ( Cambuquira Tênis Clube) foi vice campeão do interior, com Zoca, Jorginho Cabeludo, Toco Bacha, Amílcar, Antônio, Paulo Ferreira, Dei, Didi, Domingos Marçano. Influenciado por estes craques e pelos jogos da Temporada Esportiva, fundamos em 10/02/1957 um time de basquete, o Mineirinho Esporte Clube. Os irmãos Cyro e Danilo Guedes,João Augusto (Guta), Fernando Martins, Antônio Siqueira (bolão)e Mauro Rezende foram seus primeiros jogadores e sócios. Reuníamos no porão da casa do senhor Alcino Guedes, situada na avenida 2.Tinhamos em média 13 anos de idade. O Mineirinho fez mais de 50 jogos e encerrou suas atividades por volta de 1961. Era na época a sensação da região, batendo muitas vezes as equipes de Varginha, Lambary e Três Corações. O senhor José Rezende (Zé da Farmácia) foi nosso primeiro presidente e grande incentivador. Toda nossa história está registrada em cadernos, escrita s mão. Nossa historiadora Suely registrou parte dela em seus livros.

domingo, 7 de abril de 2013

Entrevista histórica com Barbosa Lima Sobrinho


Mas como o senhor conheceu a D. Maria José? Foi em Cambuquira?
            O SR. BARBOSA LIMA SOBRINHO - Foi em Cambuquira, numa estação de águas. Eu tinha ficado impressionado com ela e com a mãe dela. A mãe dela era uma senhora extraordinária. De modo que não tive nenhum momento, porque não podia ter nenhuma atitude no momento. E só 1 ou 2 anos depois, quando essa situação pessoal mudou, foi que eu pude de fato fazer minha declaração de amor e conquistá-la, para a formação do nosso casal.

Fonte: Câmara Federal

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

ESTADÃO RELEMBRA O PASSADO GLORIOSO DE NOSSAS ESTÂNCIAS.

Pose em Cambuquira, 1934
Sabe as estâncias hidrominerais mineiras? Elas eram muito procuradas pela elite brasileira nas primeiras décadas do século 20. Políticos, escritores, artistas, aristocratas e integrantes da burguesia emergente passavam temporadas na região, atraídos pelas fontes de águas raras, sulfurosas e com poderes de cura.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

PELA VOLTA DO TREM


Políticos e população e amigos de Cambuquira deveriam se mobilizar para que a cidade entre nesse projeto que tem viabilidade de se tornar realidade. Um desvio da rede com poucos quilômetros via vale do Ribeirão São Bento poderia fazer um novo circuito incluindo, parte da RMV- Rede Mineira de Viação no tronco de  Cambuquira, Lambari, Jesuânia, Olímpio Noronha, Carmo de Minas, Estação de Freitas e São Lourenço. Dessa última cidade, chega-se a Cruzeiro no interior de S.Paulo.
Como se vê aqui, o circuito iria servir mais cidades e transportaria mais riquezas e mais cidadãos numa área com agricultura forte e com grande vocação turística..


TRENS DE PASSAGEIROS PODEM VOLTAR AO SUL DE MINAS-

População de Varginha foi essencial para isso.
Trecho Cruzeiro/Varginha está em discussão em Seminário do Ministério dos Transportes.

CARLOS CORNWALL e LUIZ EDUARDO BUENO/Advogado e Técnico em Logistica, Idealizadores do MOVIMENTO DE PRESERVAÇÃO FERROVIARIA DE VARGINHA E TRES CORAÇÕES.

Novos velhos tempos para Varginha, é o que podemos esperar nos próximos anos. Já há algum tempo um grupo de Varginhenses voluntariamente trocam ideias e fazem encontros sobre a importância de se preservar o patrimônio e a história ferroviária de nossa cidade, a esse grupo sobretudo pela boa divulgação do Blog do Madeira foi crescendo e a ele juntaram-se netos,filhos e até bisnetos de ferroviários,entre outros.Um desses fanáticos por ferrovia e quem compartilha esse texto chama-se Luiz Eduardo e ao menos uma vez por mês faz o inventário desse patrimônio percorrendo o trecho que corta Varginha desde o terminal do Moinho até o pontilhão no centenário ou a Estação da Juriti.
Agora os Varginhenses e tricordianos, saudosistas podem começar a se alegrar,pois o Governo Federal e o próprio Governo Estadual atentos aos clamores do povo vão enfim colocar o TREM no seu devido Lugar.
E não é para ontem não, o pontapé começa agora no dia 21 de novembro(Quarta feira) em Brasilia com o Seminário. TRENS REGIONAIS – Uma Necessidade que se Impõe feita pelo Ministério do Transporte e ANTT(veja Programação).

E sabe qual um dos trechos que será apresentado para reativação? Pois não é que é o de Número 5)   Cruzeiro – Varginha, no sul de Minas Gerais, alcançando o Vale do rio Paraíba, em São Paulo (SE – trecho 11);
 Varginha é mesmo privilegiada e o Movimento Ferroviário apoia também o Projeto do Circuito Vale Verde,que ligaria Lavras a Varginha.
O governo federal, atento ao crescimento da produção nacional, da população e da consequente demanda por transporte de cargas e de passageiros, vai investir cerca de R$ 200 bilhões na malha ferroviária nacional até 2025.
 O transporte regional sobre trilhos é uma necessidade que se impõe, tendo em vista a sobrecarga das rodovias e a busca por um transporte de menor custo, mais seguro e mais limpo.
Em diversas partes do mundo tem-se observado que o trem regional é um sistema de conexão territorial. Numerosos estudos internacionais comprovam a importância das ligações regionais, onde cidades ou regiões de menor porte se ligam a grandes centros urbanos.
 Neste seminário – TRENS REGIONAIS – Uma Necessidade que se Impõe – pretende-se reunir os governos federal, estadual e municipal; parlamentares, indústria, fundações e associações ferroviárias; empresários, concessionários, centro de estudos universitários, consultores, e demais atores do setor, para que lhes sejam apresentadas as opções existente de trechos para trens regionais no país; os estudos que estão em curso; os projetos em andamento e as formas de encaminhamento de manifestações de interesses de entes públicos e privados que desejem implementar o trem regional.

64 TRECHOS SELECIONADOS COM BAIXA OU NENHUMA OCUPAÇÃO EM TERMOS DE TRÁFICO DE CARGA, DISTRIBUIDOS EM 19 ESTADOS DA FEDERAÇÃO.
CRITÉRIOS: TRECHOS COM 200 km DE EXTENSÃO, SERVINDO A PELO MENOS UMA CIDADE COM MAIS DE CEM MIL HABITANTES;

Com base nestas diretrizes, e diante da grande diversidade de situações apresentadas, foram escolhidos nove trechos para estudo – dois no Nordeste, quatro no Sudeste, um deles em São Paulo e três na Região Sul. Dois ultrapassaram as fronteiras estaduais, ambos entre Minas Gerais e São Paulo. Não foram selecionados, para detalhamento, trechos situados em Regiões Metropolitanas que já dispusessem de transporte ferroviário de massa.
Foram escolhidas, para estudo de caso, as seguintes ligações (em ordem geográfica norte-sul):
1)   Fortaleza – Sobral, no Ceará (NE – trecho 5);
2)   Cabedelo – João Pessoa – Campina Grande, na Paraíba (NE – trecho 11);
3)   Vitória – Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo (SE – trecho 1);
4)   Itatiaia – Volta Redonda, no Vale do rio Paraíba, Rio de Janeiro (SE – trecho 4);
5)   Cruzeiro – Varginha, no sul de Minas Gerais, alcançando o Vale do rio Paraíba, em São Paulo (SE – trecho 11);
6)   Campinas – Poços de Caldas, entre os estados de São Paulo e Minas Gerais (SP – trecho 6);
7)   Maringá – Londrina, no Paraná (SE – trecho 1);
8)   Caxias do Sul – Bento Gonçalves, na serra gaúcha (S – parte do trecho 7); e
9)   Pelotas – Rio Grande, no extremo sul do Rio Grande do Sul (S – trecho 12).

PROGRAMAÇÃO DO SEMINÁRIO TRENS REGIONAIS – Uma Necessidade que se Impõe NA ANTT/MINISÉRIO DOS TRANSPORTES em Brasília.



segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Viagem no tempo: restaurante do Hotel Elite

Clique na imagem para ampliar!
       Hoje o que resta só nos dá tristeza, uma imagem do desprezo e da decadência do turismo em nossa Estância.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Filhos ilustres desta terra: Antônio Martins.

                           

Antonio Martins nasceu em Cambuquira ao 02.11.1912. Filho de Pedro Martins Ribeiro e Maria Cândida de Melo Martins, ele foi jornalista e poeta trovador.
É dele o seguinte verso:

"Muita Gente encara a vida
só com mágoas e tristeza, 
sem saber que a própria vida
é uma fonte de beleza"

Fonte: Editora Vecchi MCMLVI
Academia Brasileira de Trovas.

Contribuição de Henrique J.Guimarães (Teresópolis-RJ)

Nota do Blog: " Antônio Martins, pelo histórico familiar, é descendente de Tomé Martins Ribeiro,  sobrinho e braço direito do tio Tomé Martins Costa, fundador de Três Corações.  Com essa ascendência, o poeta tinha um parentesco com muitos dos "Silva Lemes", descendentes de Escolástica Joaquina, filha de Tomé  e de outros de sobrenome Martins Ribeiro, Ribeiro e Martins de nossa cidade."
Ter um parente num rol desses é muito honroso para todos nós, seu parentes.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

MARIA FUMAÇA


Ao assistir à reportagem “Linha do Tempo”, senti saudade
da Maria Fumaça.
Voltei no tempo e virei criança novamente. Relembrando o
tempo em que ela passava em Cambuquira. Quando apitava na
curva, junto com outras crianças, corríamos para a beira da linha
para vê-la passar. Eu subia em cima do barranco, pois sentia
medo dela. E lá vinha, baforando fumaça e badalando o sino
vagarosa para chegar à estação. Exótica, poderosa, bonita, africana,
passava ventilando, emocionando, agitando nossos cabelos.
Abanávamos as mãos para os passageiros. Eu gostava também de
ir à estação, ver o movimento. Era no tempo do turismo.
Lá estava Euclides, um jovem elegante de família tradicional.
Homens e mulheres vestiam- se à moda da novela Chocolate
com Pimenta! Ele vestia terno escuro e camisa branca,
chapéu copa alta e gravata preta de laço. Elizabete chegava elegante,
com seu chapéu enfeitado com flores combinando com
o vestido, acompanhada de Tia Lídia. Moravam em Lambari.
Euclides tirava o chapéu, respeitoso, e beijava suas mãos.
- Que saudade de minha princesa, de meu amor, que fica
longe de mim.
- Euclides, eu te amo, não vejo a hora de nos casarmos.
E beijavam- se.
Tia Lídia gostava de passear no Parque das Águas de manhã.
Ficar entre os jardins, ouvindo os pássaros e lendo seu
romance preferido de José de Alencar: Iracema, a Virgem dos
Lábios de Mel. Enquanto Euclides e Elizabete se amavam naquele
caramanchão junto ao lago e à mata.
- Que delícia este retiro de amor!
Os turistas tirando fotografias e fotografando as belezas de
Cambuquira. Tia Lídia voltava para Lambari levando coisas
boas daqui. Queijos, doces, artesanatos e outros...
Na estação tia Lídia dizia:
- Que vontade de ficar morando aqui!
- Seria tão bom - dizia Euclides-, não ficaria longe de meu
amor.
- Já se aproxima a hora de irmos para o altar, amor. Dizia
Elizabete com olhos lacrimejando.
Quando Maria Fumaça chegava à estação era só alegria! O
Juca com seu enorme buquê de bexigas coloridas assanhando
a criançada. O Carlos pipoqueiro, o Ernesto do cachorro quente,
o nordestino Agenor com seu realejo e o periquito da sorte.
Era aquele movimento. Maria Fumaça dava o apito de partida,
baforando fumaça como se estivesse com pressa, ia saindo, dizendo
assim:
- Café com pão, café com pão... como dizem os versos do
poeta Manuel Bandeira, inspirados nela. Ela dobrava a curva
do Pico- Paco. Ia rodar sertão, mostrando aos passageiros as
belezas e as riquezas de Minas Gerais.
Despertei-me e cresci novamente! Foi um sonho. Quando
eu me lembro dela, junto com a saudade, ouço seu apito na
curva, fumaça expelindo para o céu, com o sino badalando e
declamando:
- Café com pão, café com pão...
De dia e de noite, chegando à estação, a imortal Maria Fumaça
que só na lembrança passa.
HILDA URBANA DA SILVA
Fonte: Jornal Encontro.