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quinta-feira, 15 de março de 2012

Foi embora o último da banda. Foi embora o meu pai.

Eu e meus irmãos perdemos nosso pai, minha mãe perde o seu eterno enamorado.
Partiu no 13 de março passado, às 8,30 da manhã inexplicavelmente  depois de tomar o seu café da manhã enquanto assistia um programa religioso da TV Aparecida. Foi num suspiro repentino e fulminante e nos deixou.
Eu e meu irmão ainda tentamos aplicar nele um processo de massagem cardíaca. Mas, ele não respondia nada.
Bateu em todos um sentimento de decepção.
A cicatriz completamente seca evidenciava que tudo era um sucesso. Já não havia mais inchaços, nem manchas e já se alimentava normalmente.Já dormia bem, muito diferente dos primeiros dias pós operatórios.
Preocupado com a minha mãe que dormia no quarto ao lado para que um dos filhos lhe fizesse companhia, sempre dizia  "Se a Naninha morrer eu não sei o que será da minha vida" pois ela era o seu primeiro e único amor. Nós ouvíamos tudo e pensávamos que ele talvez nem tinha ideia dos riscos que ele estava submetido.
Sebastião da Silva Lemes, acima com a sua clarinete, era um homem forte em tudo, mas principalmente no caráter.Tinha um orgulho dos filhos e dos netos que tinha. E, chorava de emoção quando algo de bem acontecia na família. Lembro-me que uma vez pegou minha primeira filha que ela achava muito bonita e sumiu pelo bairro. Ele foi exibir aquela sua neta para todos os seus conhecidos.
Durante o velório, meu primo Tarcísio ainda comentou que quando trabalhou com ele ainda adolescente notava que em muitas vezes ao pagar os seus auxiliares o que sobrava para ele e para sua família. Dava valor aos que trabalhavam duro como ele.
Papai nasceu no Palmital, mas não quis a vida rural como a de seus pais e partiu para cidade onde se dedicou aos instrumentos musicais. Manejava muito bem diversos instrumentos de sopro, corda e teclados. Mas, essa profissão não dava para criar os filhos.Plantou café, trabalhou com artesanato mas se firmou na área da construção civil (Não como empresário, mas como pedreiro, sub-empreiteiro e até empreiteiro. Não tinha ganhos exorbitantes, era sempre justo. Muitas vezes perdia e alguns não pagavam o que prometida) .Era elétrico quando trabalhava. Eu me lembro que ele e Miguel China, um dos mais sinceros amigos que teve, construíram uma casa da base ao telhado num dia, a casa do seu companheiro no Bairro Regina Coeli. Já no bairro carioca existe um grande número de casas onde o seu suor foi derramado. No bairro construiu duas casas para morar. A primeira ele vendeu, mas não recebeu a maior parte, pois o comprador um sujeito barrigudo e esperto tomou das mãos dele as promissórias e as rasgou.E aí partiu para a nova casa onde viveu até a sua morte. E, foi assim que criou os seus 7 filhos: Gilberto, José Alberto, Reinado, Antônio, Laura, Lourdes e Leda.
Acho que ele partiu como muitos almejam partir um dia. E, como um passarinho voou pra não mais voltar.
Resta-nos, os que ficam, as lembranças e principalmente os exemplos como força para continuarmos nossa tarefa até quando Deus quiser.
Pai, obrigado e desculpe por não ter podido fazer mais pelo senhor!

quinta-feira, 8 de março de 2012

domingo, 12 de fevereiro de 2012

O FANTASMA

                                                 (onde o autor, Manuel Bandeira, fala de Campanha e Cambuquira)
                               Manuel Bandeira
Fotografia de Manuel Bandeira - biografia e livros
(Extraído do livro Poesia e Prosa / Volume II – Ed. Nova Aguilar).

Quando tomei o trem para Campanha, pensei comigo que se encontrasse por lá alguém conhecido, ele havia de me tomar por um fantasma. Na verdade, ao chegar à velha cidade da Princesa da Beira, eu mesmo tive a impressão de ser um fantasma. Desde a estação encontrei mudanças. Em 1905 havia a estação e, separando esta da cidade, que fica num morro, um descampado barrento, ande o sal jaisait rage. Construíram uma dupla calçada da estação ao morro, à direita plantaram uma matinha de eucaliptos e à esquerda cavaram um lagozinho, onde a garotada toma banho. Marchei para o hotel ao pé do morro e quando me vi no quartinho meio sujo, fiquei meio que arrependido de ter deixado as comodidades do Hotel Silva, em Cambuquira. Descansei umas duas horas e então subi, muito curioso, a Rua Direita, que vai dar no Largo da Matriz, hoje Praça D. Ferrão. Verifiquei que eu era um camelo em 1905. Pois não senti então o que sentia agora: um prazer delicioso diante das velhas casas coloniais autênticas, quadradas, as quinas dos telhados com telha em forma de asa de pombo. O Largo também encontrei melhorado. No meu tempo não havia nada; era um declive nu, com capim junto às calçadas.
Lá fizeram um pa:seio de cimento no centro, ladeado de cedros. As casas todas no mesmo, salvo a novidade de um Teatro Municipal, edifício execrável. Ele e a matriz reformada estragaram bastante o aspecto genuíno do Largo. A igreja 1 velha era esse barroquinho pobre e tão simpático que há em toda velha cidade do Brasil. Reformaram-na, abrindo-lhe janelas em ogivas. Quando me em frente da casa onde vivi e passei por tantos sofrimentos, senti um nó na garganta. A casa está igual. Junto, a mesma farmácia. E junto da farmácia, a casa de Donana. Não quis logo procurar Donana, deixei para depois do jantar. Fui dar os passeinhos que fazia em 1905. Passei pelos fundos da matriz, desci a Rua do Fogo, onde fica a segunda casa onde morei. A primeira era

térrea, esta era um sobradão colonial com cinco janelas de frente e nove de lado! Com grande quintal atrás e mangueiras e outras árvores. Está muito estragada e soube que foi vendida por 12 contos. De novo senti o nó na garganta. Me lembrei de uma porção de coisas, inclusive de Violinha, uma nossa cachorrinha amarela, que uma manhã amanheceu morta na escadinha da entrada. Voltei para o hotel, jantei meio horrorizado com a cara do garçom, que parecia leproso, e logo depois do jantar subi ao Largo. Havia Via Sacra na matriz, entrei um pouco. Pensei: quantas vezes minha mãe e minha irmã deviam ter rezado por mim ali! Saí, dei umas voltas pelo Largo e me dirigi à casa de Donana. Em 1905 Donana era um brotinho, de carinha muito fresca, muito cor de rosa, e uma dentadura perfeita. Donana mudou bastante, não tanto, porém, quanto eu temia. Ficou com o teint tanné heróico das mães de família do interior. A dentadura resistiu bravamente, como um reduto. Via-se que ela se tinha defendido ali. Indaguei de todo o mundo e ela me contou coisas de minha mãe e de minha irmã, coisas que eu não sabia e que me fizeram bem, como certos retratos que a gente não conhecia. Quando saí de lá, a cidade estava deserta e silenciosa, fazia um luar estupendo. Vocês sabem o que é um luar estupendo no Largo da Matriz de uma cidade do interior? A tal Rua Direita estava um encanto. Custei a me decidir a entrar no hotel.

A saída, às 5 da manhã, é que foi uma delícia para o fantasma. A lua ainda ia alta no céu. O lagozinho artificial com a saparia coaxando, umas neblinas se rasgando, os eucaliptos, tudo isso no crepúsculo da madrugada formava um quadro inesquecível.

  Às 6:35 o fantasma reencarnou no dia já claro na estação de Cambuquira e foi diretamente lavar o fígado na fonte magnesiana.         (grifos nossos)    

 27/6/1956

Texto enviado por Angelica Andrès.
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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Um passeio a 1989 em Cambuquira.

Vídeo postado com autorização do autor JJ.Ocampo , em especial para o nosso blog.

Leia o que nos diz o autor sobre a sua história com nossa cidade:
Frequentávamos Cambuquira nos anos 70 e 80, e meu pai adorava filmar em super 8. Para homenageá-lo, converti seus filmes e estou postando no youtube.
Fique à vontade para usar o vídeo dele, mas desculpe pela imprecisão nas datas, não conseguimos mais saber a época do registro.
A lembrança era que ficávamos no Hotel Brasil (ou Brasília), da D. Dorinda, que talvez você conheça, e era amiga de meus pais.
Abraços.
Juan Ocampo.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Lea Ferreira Teixeira, cambuquirense e mãe do ex-prefeito de Varginha Mauro Teixeira.

Foto estampada na Policlínica do Bom Pastor - Varginha
Veja abaixo ela, o marido Mauro José Teixeira e familiares, entre eles o ex-prefeito (falecido)
Foto extraída do Guia de Varginha-MG

Cambuquira nunca foi "quilombo".


Cambuquira nunca foi "quilombo".

Nas minhas pesquisas sobre nossa cidade, não descobri nenhuma referência de que foram encontrados por aqui redutos de escravos fugitivos. Portanto, dizer que a origem de Cambuquira vem de um "quilombo" beira não só a irresponsabilidade como também demonstra a total falta de conhecimentos de nossa história.
Essas terras onde se localizam a zona urbana e grande parte da zona rural pertenceram por concessão da Coroa Portuguesa a dois personagens principais: Diogo Garcia da Cruz, esposa de Júlia Maria da Caridade e Tomé Martins Costa, tio de Tomé Martins Ribeiro, considerados estes dois últimos como fundadores do município de Três Corações. Diogo e Júlia é um dos meus penta-avós e igualmente "penta-avô" de muitos outros cambuquirense que têm o sobrenome "Lemes". Nós, os Lemes também descendemos, na maioria e não todos, de Tomé Martins Ribeiro, pai de Escolástica Joaquina do Monte Casino(ou da Ribeira) esta, esposa de Vicente da Silva Lemes, filho de José da Silva Lemes e de Rosa Maria Goulart (ou Gularte, conforme algumas grafias portuguesa).
A maioria dos negros existentes na cidade e descendentes dos primeiros africanos que por aqui chegaram tem suas origens mais remotas nos escravos de Manuel Borges da Costa e Ana Francisca de Jesus (esta, filha de Francisca Tereza de Jesus, filha de Diogo Garcia e Júlia Maria da Caridade.
Manuel, talvez por herança de sua esposa, era dono de grande porção de terras no lugar hoje chamado de Congonhal onde existia uma grande sede com senzala. Nesse local funcionava uma espécie de "depósito" para onde eram encaminhados os escravos recém chegados da Africa e adquiridos, provavelmente na cidade do Rio de Janeiro ou outro lugar, como Paraty naquele Estado, ou mesmo vindos diretamente das colônias portuguesas para os encomendantes.
Por outro lado, as filhas de José da Silva Lemes e de Rosa Maria Goulart, citadas no livro de Manoel e Tomé dos Santos Brandão, por sua vez, deixaram em testamento uma gleba na área urbana para os seus ex-escravos cujos descendentes receberam, mais tarde, uma outra gleba localizada entre o Marimbeiro e Miranda, especificamente no local chamado de "Garganta" onde até hoje vivem descendentes daqueles servos de Ana, Joana e Francisca da Silva Goulart (que não levaram o nome "Silva Lemes", pois este era o privilégio somente dos filhos homens, na maioria dos casos).
Um dos filhos desses ex-escravos chegaram aos nossos tempos: D.Zefa, João Cocão (apelidado de Couro de Jacaré) e alguns "afro-descendentes" residentes ainda na cidade com sobrenome "Tomás, Ribeiro, Silva, etc", nomes adotados dos antigos "patrões".
No Congonhal, existe uma grande quantidade de descendentes daqueles escravos trazidos pela Família Borges da Costa. Estes constam como "comerciantes do Séc. XVIII" em obra histórica, mas que na realidade o seu "comércio" se baseava sim na "importação"(tráfico) da África, que fez com que a família se tornasse uma das mais ricas da cidade da Campanha da Princesa.
Favorecendo ainda o argumento contrário à tese de alguns, existe ainda o fato de que a topografia por aqui não favorecia o surgimento de qualquer coisa semelhante, como aconteceu no "Quilombo dos Palmares" e em outros lugares.
A história, par ser levada a sério, deve ter mais bases sólidas e pouca ou nenhuma especulação.

Visite o blog da Familia Silva Lemes (http://silvalemes.blogspot.com) e conheça mais sobre nossa história (clique no destaque)

Neste blog dedicamos ao registro da genealogia, fatos e história desse clã. Na página, quem se interessar desobrirá que a maior parte da família descende diretamente de Manuel Borges da Costa, Tomé Martins Ribeiro e  de José da Silva Leme, este último quem deu o nome aos descendentes deturpado pelo tempo com o acréscimo do "s" vindo a se tornar Lemes como hoje somos chamados.


Gilberto Silva Lemes -
Texto reeditado.

domingo, 11 de setembro de 2011

Faça uma visita nas páginas mais antigas desse blog e no da Família Silva Lemes para conhecer melhor a história desta Estância e do seu povo.

E, se quiser contribuir com mais dados na forma de fotos, relatos históricos, documentos e causos. Pode fazê-lo. Para isso, basta entrar em contato com o administrador da página via link existente ou através de comentários com e-mail para resposta.
Vamos rescrever nossa história com base em fatos reais, provas e testemunhos.
Ah!...Faltou falar no blog dos 100 anos:
http://100anosdecambuquira.blogspot.com/
Um povo que conhece o seu passado é capaz de saber do seu futuro! (Pense nisso.)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

TESTEMUNHAS DE NOSSA HISTÓRIA - Walter Clementino Nunes



Walter, nos escreve diretamente de S.Paulo e indagou primeiro sobre nossa água Cambuquira. Depois tece alguns comentários sobre a sua relação com a nossa cidade... 

Veja abaixo.


Esqueci de te perguntar se a Água de Cambuquira será comercializada aqui prás bandas de S.Paulo.


Lembrei-me de alguns episódios do Hotel Globo como por exemplo, o Geraldão cozinheiro e que fritava uns contrafilés numa chama enorme que chegava a chamuscar o teto mas ficavam espetaculares. Também de um garçon de nome Dionísio que era muito prestativo e certa vez contratei uma menina que era filha dele para ajudar a tomar conta do meu filho, durante a nossa estadia no hotel.


Também me encontrei mais de uma vez com um médico do Rio de Janeiro que era cardiologista e se chamava Dr. Murilo. Me parece que ele e a esposa, se conheceram no hotel e começaram a namorar e deu no que deu. Eles eram muito queridos por lá e quando os proprietários e funcionários ficavam sabendo da vinda do casal, preparavam aquele pudim de claras com baba de moça que era feito lá no fundo do quintal num quartinho que possuía um fogão de lenha. Era uma sobremesa fantástica e preferida desses queridos cariocas.


Nós também gostávamosde visitar o observatório (abandonado na época) cujos moradores chamavam de "A casa da bola".Infelizmente a história de uma cidade não é feita somente de acontecimentos agradáveis e me vem na memória um episódio muito triste, do começo da década de 80 (seria 1982?), uma fatalidade com uma criança no pedalinho do Parque das Águas. Me parece que ela ficou presa debaixo da pá e não foi retirada a tempo. Foi muito triste pois tiveram que interditar o lago, cobrindo os brinquedos com lona preta.Outra pessoa que se hospedava nesse hotel era o ator João Sgnorelli. Por umas duas vezes encontramos com ele e a família por lá.
A última vez que fui a Cambuquira, o Hotel Globo já estava fechado (acho que foi em 1994) mas mesmo fora de atividade, consegui entrar pela porta frente e lá  estava um rapaz sentado ao piano tocando o Hino Nacional Brasileiro. Ainda estavam por alí as cadeiras de ferro vermelhas e amarelas, o cofre de aço, o relógio de parede, o prendedor de jornais, feito com madeira e tambem a máquina de cortar frios. Nessa última vez que fui (mas voltarei), fiquei hospedado no Grande Hotel Empresa.

Acrescenta depois em resposta ao meu pedido de permissão para postar o e-mail no blog:
Tudo o que te envio, pode e deve ser postado ao seu modo.


O Geraldão era o que denominamos hoje: um afro descendente e era tão alto quanto a chama do fogo ao fritar os deliciosos contra-filés, todavia não tão grande quanto a sua simpatia.
Tenho muitas fotos em papel e tambem os famosos slides.
Como era bom jogar tenis de mesa naquele subsolo do Hotel. Sem contar das garrafas de água que eram deixadas ao pé das portas dos quartos. Havia tambem mangueiras e no tempo desses frutos, gostávamos de dar as mangas aos bezerrinhos que por alí nasciam.
Logo pela manhã, o Arnaldo chegava com a sua picape Ford, trazendo leite, frangos, carne e outras coisas da sua fazenda e que eram consumidas no Hotel. O Arnaldo era muito amigo do Moupyr Monteiro (já falei dele no episódio do cão invadindo o quarto) mas, por ser uma figura impar, merece mais detalhes. Ele era jornalista aposentado e por não se entender direito com a família, residia no Hotel e o seu quarto era forrado com manchetes de jornais com reportagens dele. Foi correspondente de guerra, era alto magro e falava muito bem e sempre conseguia atenção a sua prosa. Uma vez cheguei dar carona para ele até São Paulo e depois de um lanchinho na minha casa, deixei-o no metrô. Ele vivia reclamando que enjoava do tempero da comida do hotel e por esse motivo era comum vê-lo no jantar do Cambuquira hotel ou do Elite, que dava atenção para um cardápio bem mais dietético.
Moupyr tambem era muito amigo do Sr. Marino que possuia uma loja de compotas, queijos e lembranças da cidade.
Acabo de me lembrar novamente do garçom Dionísio, morava no bairro de Lavras e como disse,sua menina ajudou a cuidar do meu filho, prestando serviço de babá enquanto aí estava e depois ela queria vir conosco para S. Paulo mas, minha mulher e eu não quisemos assumir essa responsabilidade. Quanto ao médico cardiologista, o Dr. Murilo, lembro-me que ele criticava as cirurgias cardiacas (muito em moda), segundo ele muitos casos seriam solucionados com medicamentos e dieta adequada e que esse procedimento cirurgico invasivo, deveria ser revisto.
Quanto ao Geraldão, quando fui a cidade em 1995, ele já havia falecido (se não me engano). Certo entretanto, eram algumas de suas especialidades culinárias e aqui vão: O famoso filé, com fritas, a cavalo, com legumes etc, o Espetinho `a crioula, carne bovina com pedacinhos de tomates e cebolas (inesquecível), o Filé de tilápia à cubana, trata-se do peixe tilápia com acompanhamento de banana frita (uma gostosura sempre servido à noite porque era depois do almoço que alguns moleques dos arredores, traziam as tilápias por eles pescadas. Frango das mais diversas maneiras sempre a noite e ainda a canja de galinha.
No café da manhã, além dos queijos (minas e prato fatiado naquela máquina já mencionada) os ovos quentes servidos naquele potinho específico e os doces destacando-se o de leite que era feito lá no fundo do quintal, onde se fazia o pudim de claras.
Tinha também um alambique que eu sempre trazia alguns garrafões para presentear amigos.

Walter Clementino Nunes - São Paulo.


Nesta Segunda-feira passada, ele acrescenta:



Lembrei hoje pela manhã, de um personagem muito importante ligado ao Parque das Águas da cidade.
Trata-se de um fotógrafo que ajudava a eternizar os nossos momentos. Eu mesmo tenho diversas fotos com a minha familia executadas por ele.
Seu nome era Coly ou Colie. Era alto e magro. Fumava cigarros Minister e carregava o maço no ombro abaixo da camiseta. (como se fosse ombreira)
Era exigente pacas e era comum ele mandar os pretendentes a foto que voltassem no dia seguinte com caras mais alegres. Ele não tinha pressa de fazer as tomadas, tudo devia estar como ele gostava e porisso mesmo seu trabalho era muito bem feito. Depois de devidamente pagas as fotos eram enviadas pelo correio uma vez que na epoca não se tinha as facilidades de hoje.
Fotografava em cores mas gostava mais do branco e preto. O seu "studio" era um espaço aproveitado pelo aclive da rua. Uma especie de gruta. (1982, 1984)
A frente, ficavam os cavalos e as charretes de aluguel.
Quando aí estive pela primeira vez, em janeiro de 1975 fomos minha mulher e eu, passear com uma charrete cuja égua se chamava baiana. Quando voltei a segunda vez, me disse o proprietário que ela havia morrido.
Dentro do Parque, a direita de quem entra, havia um viveiro com um tucano de bico amarelo. Tenho foto do meu filho ao lado dele. (1978)
Por enquanto é só mas á medida que a memória vai me ajudando, envio mais

sábado, 30 de julho de 2011

Creche do Externato Tiradentes.

Primeira escolinha "Jardim de Infância" de Cambuquira, com a sua primeira turma:


Dayse Gardona (idealizadora e fundadora) e Josi

Guilherme Silva - Renê (Cipó)- Chico (da Vilma da Coletoria)  - Natanael (do São)- Luciano Lucas - Jader e Sandro.

Kelly Carim - Karina (da Vilma) - Aline - Patrícia Blanco e Valéria do Godinho.

Funcionou no prédio do extinto Externato Tiradentes em 1978.

Foto: Enviada por E-mail.

Testemunhos de nossa história.

Saudades de Cambuquira
Luiz Moura Gomes - SP
A última vez que nos hospedamos no Hotel Elite foi em  Janeiro de 1979 e  eu  já estava casado com Maria Antonieta, minha namorada  desde 1971 ( veja a foto).

   

Voltamos a Cambuquira muitas vezes, com meus pais, irmãos, cunhado e cunhadas, minhas filhas  ( nas fotos abaixo).


Nossa última temporada de férias foi no Hotel Santos Dumont em 1988. Ainda nos dias de hoje  sempre que passamos pelo Sul de Minas e adjacências procuramos colocar Cambuquira no nosso roteiro mesmo que só para tomar um copo de Magnesiana e dar uma volta no Parque das Águas. (Na foto abaixo minhas filhas e sobrinhos em 2009 )

Minhas lembranças de Cambuquira são muitas, mas vou aqui descrever talvez a mais remota, a primeira vez que  minha família hospedou-se  no Elite Hotel foi em Julho de 1960.

A rodovia Fernão Dias ainda estava sendo asfaltada em vários trechos, e a parte final da viagem, da hoje conhecida  Rodovia do Circuito das Águas entre Campanha e Cambuquira, era uma estrada de terra com muita poeira.


Esta viagem foi no mês de julho com uma Kombi ano 1959 do meu Tio Gabriel. Éramos crianças, meu irmão José com 11 anos, eu com 9, minha irmã Maria Inês com 7, meu irmão Paulo com 6  e meu irmão Cássio com 4 anos.  Estas três fotos são as mais antigas que temos de Cambuquira, acho que muitos aquáticos foram assim fotografados. Eu sou o cara da esquerda montado no cavalinho queimado e no popa da canoa que navega no lago Três Escravos.



Ainda  lembro muito bem da ansiedade que sentíamos quando estávamos próximos a Cambuquira e a Kombi aproximando-se da Fonte do Marimbeiro.
 Na estrada uma reta pequena, uma curva à esquerda e outra à direita e chegamos ao nosso destino.
Emoção! Suave elevação da Av. Virgílio de Melo Franco, também conhecida como Rua Direita íamos revendo o Hotel São Francisco, a oficina Manes Concessionária Volkswagem, a Padaria Predileta, o Santos Dumont, antes Hotel Vitória o Cinema Elite, o Restaurante Cambuquira, o Cartório, a Casa Das Variedades, o Globo, e enfim o Elite Hotel.
Manobrada e estacionada a Kombi descíamos todos e a constatação de que nada havia mudado.
Estava tudo lá e podia ser confirmado por todos os nosso sentidos:
Cheiro de lenha queimando nas cozinhas dos hotéis, o céu azul intenso e um por do sol colorindo de amarelo ouro o horizonte e as estrelas começando a brilhar. O barulho das ferraduras dos cavalos no calçamento de pedra das ruas, os sabores de cada uma das diferentes águas minerais e outras sensações deliciosas que ficaram para sempre em nossas memórias.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

HOTEL FONTE DO MARIMBEIRO com Casino do hotel.

                                       Clique na foto para ampliar!
Esta é uma foto raríssima do antigo Hotel Fonte do Marimbeiro, um projeto que praticamente foi corroído pelo tempo, porque mal começou a funcionar, o patrimônio se tornou numa disputa judicial que lacrou suas portas com todos os utensílios domésticos, roupas de cama e outras coisa.
Abandonado no meio do campo, o prédio acabou por ser demolido no final dos anos 70 para dar lugar ao loteamento de mesmo nome.
Os móveis e as roupas de cama, os cupins tomaram conta. Nos guarda-roupas, roupas de hóspedes e dos antigos proprietários, se não foram consumidas pelas traças e cupins, acabaram nas mãos de terceiros através de furtos. A Justiça da época e o banco, autor da ação, não se preocuparam em preservar aquilo que poderia ter se transformado num bom investimento pela sua beleza e ótima localização.

Contribuição: Reinaldo (via e-mail)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

UM INVENTOR EM CAMBUQUIRA.


Imagem ilustrativa tirada do "metiredesseocio"
Não tenho mais informações, mas vou pesquisar mais sobre esse assunto junto aos mais velhos, já que os relatos que temos vêm de pessoas mais velhas que não tem dados mais precisos da existência desse inventor e de seus experimentos. Mas, um fato narrado nos leva a crer que realmente existiu na cidade uma pessoa dotada de grande inteligência e conhecimentos técnicos capaz de montar uma aeronave e, principalmente, fazê-la voar bem mais alto do que o dirigível de Santos Dumont.


Pelas história contada a mim, o projeto de aeronave usava um motor de automóvel, coisa que até hoje ainda não ouvi falar. Mas, a montagem voou sim sobre parte da cidade e ainda levou dentro da nave um mecânico chamado "Gumercindo". 


A viagem desse tal "Gumercindo" saiu do alto do Bairro da Estação ou da parte mais alta do Bairro Fonte do Marimbeiro onde deve ter sido criada uma pequena pista de decolagem. Dali partiu o pequeno avião com o "piloto" um pouco "mamado"(Ele gostava de uns goles da "marvada"!), para aceitar essa empreitada com quase certeza de partida mas, provavelmente, nenhuma garantia de volta ou de aterrisagem tranquila.


O avião sob a admiração de milhares de cidadãos da cidade e de turistas ficaram atônitos quando aquela geringonça sobrevoou o centro da cidade, passando por cima dos principais hotéis e do Parque das Águas e vir a aterrisar ("Não seria esse o termo correto para o acontecido.") na Mata do Parque no meio do arvoredo.


Deve ter sido uma correria e por muita sorte quase nada aconteceu ao piloto que, apesar dos goles, estava vivo e ainda tivera o seu "brevê temporário" definitivamente cassado por determinação da polícia, com  a promessa de nunca mais repetir outra façanha como aquela. Com isso, a grande invenção de tal gênio criador não seguiu adiante e a história desse feito virou lenda.


Tentei descobrir o nome do inventor, mas ainda sem muito sucesso. Alguns me disseram que se chamava "Marquetti", outros defendem que foi mesmo o tal mecânico Gumercindo que fora o autor do projeto, montagem e da aventura de ser o único cambuquirense inventor e aviador, sem nunca ter pilotado uma nava.


Quem souber mais sobre essa história ou que nos possa ajudar nessa pesquisa, que "fale agora ou se cale para sempre"...

Comentários:

Bem, essa de "...se cale para sempre" é apenas um trocadilho. O que o administrador do blog quer é a cooperação do leitor para o levantamento desse tipo de notícias de nossa cidade. Esses fatos que a literatura e a história deixou de lado fazem parte do espírito de nossa história e devem ganhar o registro desta forma ou de outra para que não se perca no tempo. Pois, quando a história de um povo não tem registros do seu passado, este perde a sua referência. Nossa cidade tem perdido a referência com o passado e a nossa tentativa (minha e dos leitores colaboradores) é não deixar que isso se deteriore.
Então, contribua com o resgate de nossa história. Escreva para nós contando um caso ou mesmo nos convoque para uma conversa sobre aquele fato de que ninguém mais se lembra...Assim, juntos não deixaremos que se percam tantos fatos pitorescos de nosso povo.

Leia abaixo, notícia recente sobre feito semelhante de um "cientista russo". E, pelo que parece nem voou como o do nosso inventor:

Ex-piloto transforma carro soviético em avião

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Esse aí deixou saudades. Sabe de quem é essa foto?

Foto enviada por Luiz Moura Gomes - S.Caetano do Sul - SP