Este não é o propósito desta página que foi criada para contar a história fotográfica e escrita de nossa cidade, mas devido aos recentes fatos, o blog não poderia deixar de comentar as recentes notícias que envolveram nossa cidade.Os fatos:
Mais uma vez a mídia não tomou os devidos cuidados ao dar uma notícia de Cambuquira. Bombardeada pela segunda vez, nossa Estância foi manchete em vários canais de televisão do país e através deles em dezenas de jornais do país e do exterior. Essa mesma mídia já havia reduzido a quantidade de cidades que formam o Circuito das Águas do Sul de Minas ao mostrar apenas três delas e excluindo nossa cidade até do mapa exibido na reportagem.
Agora, embora as suspeitas (Digo: suspeitas!) vinham da rede de abastecimento, uma hipótese que agora também pode ser derrubada com o aparecimento dos mesmos sintomas em cidades vizinhas da região e até nas outras estâncias hidrominerais.
Da mesma forma que fizeram na primeira vez, agora também mostraram as fontes, aliás justamente aquela que foi premiada como a melhor água mineral do Brasil. E, mesmo que a reportagem tenha falado em hipóteses, foi lançada novamente uma dúvida na cabeça daqueles que usam dessas águas ou que por ventura vão à Cambuquira por causa dessas centenárias águas minerais.
Um dos resultados da primeira "bomba" está visível a olho nu: os hotéis fechados ou rebaixados de categoria, além do comércio e a falta de empregos. As demais consequências só sentem quem reside ali na cidade ou ainda mantém laços afetivos com o lugar: a economia, a receita pública e as rendas das famílias diminuídas.
Agora que a cidade parecia esboçar uma reação com a "campanha para ser a água da copa" aparece mais esse bombardeio. Novamente a agua das torneiras se confundi com as águas minerais.
Fala-se na cidade até de que pessoas ou mesmo os mandatários da cidade desejariam solicitar a tutela da Justiça para que a cidade seja ressarcida de alguma forma dos prejuízos que a matéria jornalística provocou mais uma vez à imagem do município.
Mas, de quem é a culpa realmente?
Com a análise da história e dos fatos narrados nas duas reportagens chego a conclusão que errou muito mais a cidade ao protelar uma decisão que há muito tempo deveria ter sido definida: o tratamento das águas da rede de abastecimento. Uma briga de interesses políticos entre os prós e os contra, venceram os contra primeiramente com o argumento de que a população sem empregos não suportaria mais uma taxa em seu orçamento. Por outro lado, aparecia a COPASA, empresa estatal que cuida dos serviços de água e esgoto da maioria das cidades mineiras e um serviço independente que pertenceria ao município, o SAAE, primeiramente rejeitado pelos poucos recursos disponibilizados para o projeto contra o da empresa estatal que assumiria tudo sem ônus para Fazenda Municipal. E, nessa lenga-lenga cinco anos se passaram até que no fim de 2008 finalmente foi aprovado a criação da serviço municipal.Com a entrada do novo prefeito, espera-se a liberação de recursos pelo Governo Federal, que agora mais do nunca, deve considerar a urgência urgentíssima deste projeto.
Concluindo: a cidade e seus políticos erraram e deixaram essa herança maldita para história da cidade.
A mídia cumpriu o seu papel de informar, mas errou também ao dar um destaque exagerado aos dois casos, sem levar em consideração que estavam lidando com hipóteses e não com provas, ou pelo menos não teve o cuidado de destacar com mais veemência que a água que estavam falando era a da rede de abastecimento que embora tenha suas nascentes a mais de 1.300 metros de altitude com mínima contaminação ainda não tem um tratamento químico que se diz necessário para se tornar potável.
Esperamos que os mesmos profissionais do jornalismo que trabalharam na elaboração das notícias passadas tenham a mesma competência quando tudo for esclarecido e principalmente quando a cidade ganhar a sua estação de tratamento que a preparará para receber projetos e ser recolocada nos trilhos do futuro e finalmente poder almejar ser "a água da copa".