Vamos lutar pela volta do trem?

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"Não se apaga a história. Muito menos os documentos históricos, que nada mais são do que os registros dos fatos que ocorreram no passado. Quer eles sejam agradáveis ou desagradáveis." juíza de Direito Hertha Helena Rollemberg Padilha

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

PELA VOLTA DO TREM


Políticos e população e amigos de Cambuquira deveriam se mobilizar para que a cidade entre nesse projeto que tem viabilidade de se tornar realidade. Um desvio da rede com poucos quilômetros via vale do Ribeirão São Bento poderia fazer um novo circuito incluindo, parte da RMV- Rede Mineira de Viação no tronco de  Cambuquira, Lambari, Jesuânia, Olímpio Noronha, Carmo de Minas, Estação de Freitas e São Lourenço. Dessa última cidade, chega-se a Cruzeiro no interior de S.Paulo.
Como se vê aqui, o circuito iria servir mais cidades e transportaria mais riquezas e mais cidadãos numa área com agricultura forte e com grande vocação turística..


TRENS DE PASSAGEIROS PODEM VOLTAR AO SUL DE MINAS-

População de Varginha foi essencial para isso.
Trecho Cruzeiro/Varginha está em discussão em Seminário do Ministério dos Transportes.

CARLOS CORNWALL e LUIZ EDUARDO BUENO/Advogado e Técnico em Logistica, Idealizadores do MOVIMENTO DE PRESERVAÇÃO FERROVIARIA DE VARGINHA E TRES CORAÇÕES.

Novos velhos tempos para Varginha, é o que podemos esperar nos próximos anos. Já há algum tempo um grupo de Varginhenses voluntariamente trocam ideias e fazem encontros sobre a importância de se preservar o patrimônio e a história ferroviária de nossa cidade, a esse grupo sobretudo pela boa divulgação do Blog do Madeira foi crescendo e a ele juntaram-se netos,filhos e até bisnetos de ferroviários,entre outros.Um desses fanáticos por ferrovia e quem compartilha esse texto chama-se Luiz Eduardo e ao menos uma vez por mês faz o inventário desse patrimônio percorrendo o trecho que corta Varginha desde o terminal do Moinho até o pontilhão no centenário ou a Estação da Juriti.
Agora os Varginhenses e tricordianos, saudosistas podem começar a se alegrar,pois o Governo Federal e o próprio Governo Estadual atentos aos clamores do povo vão enfim colocar o TREM no seu devido Lugar.
E não é para ontem não, o pontapé começa agora no dia 21 de novembro(Quarta feira) em Brasilia com o Seminário. TRENS REGIONAIS – Uma Necessidade que se Impõe feita pelo Ministério do Transporte e ANTT(veja Programação).

E sabe qual um dos trechos que será apresentado para reativação? Pois não é que é o de Número 5)   Cruzeiro – Varginha, no sul de Minas Gerais, alcançando o Vale do rio Paraíba, em São Paulo (SE – trecho 11);
 Varginha é mesmo privilegiada e o Movimento Ferroviário apoia também o Projeto do Circuito Vale Verde,que ligaria Lavras a Varginha.
O governo federal, atento ao crescimento da produção nacional, da população e da consequente demanda por transporte de cargas e de passageiros, vai investir cerca de R$ 200 bilhões na malha ferroviária nacional até 2025.
 O transporte regional sobre trilhos é uma necessidade que se impõe, tendo em vista a sobrecarga das rodovias e a busca por um transporte de menor custo, mais seguro e mais limpo.
Em diversas partes do mundo tem-se observado que o trem regional é um sistema de conexão territorial. Numerosos estudos internacionais comprovam a importância das ligações regionais, onde cidades ou regiões de menor porte se ligam a grandes centros urbanos.
 Neste seminário – TRENS REGIONAIS – Uma Necessidade que se Impõe – pretende-se reunir os governos federal, estadual e municipal; parlamentares, indústria, fundações e associações ferroviárias; empresários, concessionários, centro de estudos universitários, consultores, e demais atores do setor, para que lhes sejam apresentadas as opções existente de trechos para trens regionais no país; os estudos que estão em curso; os projetos em andamento e as formas de encaminhamento de manifestações de interesses de entes públicos e privados que desejem implementar o trem regional.

64 TRECHOS SELECIONADOS COM BAIXA OU NENHUMA OCUPAÇÃO EM TERMOS DE TRÁFICO DE CARGA, DISTRIBUIDOS EM 19 ESTADOS DA FEDERAÇÃO.
CRITÉRIOS: TRECHOS COM 200 km DE EXTENSÃO, SERVINDO A PELO MENOS UMA CIDADE COM MAIS DE CEM MIL HABITANTES;

Com base nestas diretrizes, e diante da grande diversidade de situações apresentadas, foram escolhidos nove trechos para estudo – dois no Nordeste, quatro no Sudeste, um deles em São Paulo e três na Região Sul. Dois ultrapassaram as fronteiras estaduais, ambos entre Minas Gerais e São Paulo. Não foram selecionados, para detalhamento, trechos situados em Regiões Metropolitanas que já dispusessem de transporte ferroviário de massa.
Foram escolhidas, para estudo de caso, as seguintes ligações (em ordem geográfica norte-sul):
1)   Fortaleza – Sobral, no Ceará (NE – trecho 5);
2)   Cabedelo – João Pessoa – Campina Grande, na Paraíba (NE – trecho 11);
3)   Vitória – Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo (SE – trecho 1);
4)   Itatiaia – Volta Redonda, no Vale do rio Paraíba, Rio de Janeiro (SE – trecho 4);
5)   Cruzeiro – Varginha, no sul de Minas Gerais, alcançando o Vale do rio Paraíba, em São Paulo (SE – trecho 11);
6)   Campinas – Poços de Caldas, entre os estados de São Paulo e Minas Gerais (SP – trecho 6);
7)   Maringá – Londrina, no Paraná (SE – trecho 1);
8)   Caxias do Sul – Bento Gonçalves, na serra gaúcha (S – parte do trecho 7); e
9)   Pelotas – Rio Grande, no extremo sul do Rio Grande do Sul (S – trecho 12).

PROGRAMAÇÃO DO SEMINÁRIO TRENS REGIONAIS – Uma Necessidade que se Impõe NA ANTT/MINISÉRIO DOS TRANSPORTES em Brasília.



segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Viagem no tempo: restaurante do Hotel Elite

Clique na imagem para ampliar!
       Hoje o que resta só nos dá tristeza, uma imagem do desprezo e da decadência do turismo em nossa Estância.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Filhos ilustres desta terra: Antônio Martins.

                           

Antonio Martins nasceu em Cambuquira ao 02.11.1912. Filho de Pedro Martins Ribeiro e Maria Cândida de Melo Martins, ele foi jornalista e poeta trovador.
É dele o seguinte verso:

"Muita Gente encara a vida
só com mágoas e tristeza, 
sem saber que a própria vida
é uma fonte de beleza"

Fonte: Editora Vecchi MCMLVI
Academia Brasileira de Trovas.

Contribuição de Henrique J.Guimarães (Teresópolis-RJ)

Nota do Blog: " Antônio Martins, pelo histórico familiar, é descendente de Tomé Martins Ribeiro,  sobrinho e braço direito do tio Tomé Martins Costa, fundador de Três Corações.  Com essa ascendência, o poeta tinha um parentesco com muitos dos "Silva Lemes", descendentes de Escolástica Joaquina, filha de Tomé  e de outros de sobrenome Martins Ribeiro, Ribeiro e Martins de nossa cidade."
Ter um parente num rol desses é muito honroso para todos nós, seu parentes.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

MARIA FUMAÇA


Ao assistir à reportagem “Linha do Tempo”, senti saudade
da Maria Fumaça.
Voltei no tempo e virei criança novamente. Relembrando o
tempo em que ela passava em Cambuquira. Quando apitava na
curva, junto com outras crianças, corríamos para a beira da linha
para vê-la passar. Eu subia em cima do barranco, pois sentia
medo dela. E lá vinha, baforando fumaça e badalando o sino
vagarosa para chegar à estação. Exótica, poderosa, bonita, africana,
passava ventilando, emocionando, agitando nossos cabelos.
Abanávamos as mãos para os passageiros. Eu gostava também de
ir à estação, ver o movimento. Era no tempo do turismo.
Lá estava Euclides, um jovem elegante de família tradicional.
Homens e mulheres vestiam- se à moda da novela Chocolate
com Pimenta! Ele vestia terno escuro e camisa branca,
chapéu copa alta e gravata preta de laço. Elizabete chegava elegante,
com seu chapéu enfeitado com flores combinando com
o vestido, acompanhada de Tia Lídia. Moravam em Lambari.
Euclides tirava o chapéu, respeitoso, e beijava suas mãos.
- Que saudade de minha princesa, de meu amor, que fica
longe de mim.
- Euclides, eu te amo, não vejo a hora de nos casarmos.
E beijavam- se.
Tia Lídia gostava de passear no Parque das Águas de manhã.
Ficar entre os jardins, ouvindo os pássaros e lendo seu
romance preferido de José de Alencar: Iracema, a Virgem dos
Lábios de Mel. Enquanto Euclides e Elizabete se amavam naquele
caramanchão junto ao lago e à mata.
- Que delícia este retiro de amor!
Os turistas tirando fotografias e fotografando as belezas de
Cambuquira. Tia Lídia voltava para Lambari levando coisas
boas daqui. Queijos, doces, artesanatos e outros...
Na estação tia Lídia dizia:
- Que vontade de ficar morando aqui!
- Seria tão bom - dizia Euclides-, não ficaria longe de meu
amor.
- Já se aproxima a hora de irmos para o altar, amor. Dizia
Elizabete com olhos lacrimejando.
Quando Maria Fumaça chegava à estação era só alegria! O
Juca com seu enorme buquê de bexigas coloridas assanhando
a criançada. O Carlos pipoqueiro, o Ernesto do cachorro quente,
o nordestino Agenor com seu realejo e o periquito da sorte.
Era aquele movimento. Maria Fumaça dava o apito de partida,
baforando fumaça como se estivesse com pressa, ia saindo, dizendo
assim:
- Café com pão, café com pão... como dizem os versos do
poeta Manuel Bandeira, inspirados nela. Ela dobrava a curva
do Pico- Paco. Ia rodar sertão, mostrando aos passageiros as
belezas e as riquezas de Minas Gerais.
Despertei-me e cresci novamente! Foi um sonho. Quando
eu me lembro dela, junto com a saudade, ouço seu apito na
curva, fumaça expelindo para o céu, com o sino badalando e
declamando:
- Café com pão, café com pão...
De dia e de noite, chegando à estação, a imortal Maria Fumaça
que só na lembrança passa.
HILDA URBANA DA SILVA
Fonte: Jornal Encontro.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

domingo, 10 de junho de 2012

Cambuquira 1927

Veja a qualidade do mapa elaborado à mão onde figuram um dos nossos principais patrimônios históricos desta cidade, o Hotel Elite. Também existe um destaque para vista parcial da cidade e o mapa da área urbana na época.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Dos tempos da "maria-fumaça":


                                          Foto ilustrativa do blog "Isto é Campanha"
Aniversário de 120 anos da Ferrovia em Varginha.

                   O advogado Carlos Cornwall,que traz um relato abaixo resumido de tão importante e quase esquecida data, ,no dia 28 de maio,comemorou junto de estudantes e simpatizantes esse fato histórico ,abraçando e cantando parabéns próximos dos trilhos que cortam o último trecho do que restou da Ferrovia Muzambinho .Também durante todo o ano, serão lançados um encarte com fotos,histórias,causos e passagens da ferrovia na nossa cidade e região.Palestras sobre a Ferrovia Muzambinho(nome original) e educação patrimonial serão desenvolvidas,bem como dado o ponta pé inicial para formação da Associação dos Amigos do Trem de Varginha- ATREVAR. Segundo Carlos Cornwall,que estuda a questão legal como profissional e a paixão pelo assunto como hobby, nunca imaginava quantas pessoas tem esse mesmo gosto e diz que várias entidades estão sendo contactadas para se realizar o Primeiro Encontro de Ferreomodelismo na cidade.

A inauguração da Ferrovia em Varginha(Estrada de Ferro Muzambinho).
Resumo Histórico- Carlos Cornwall,
Precisamente no dia 28 de maio de 1892,Varginha recebia o primeiro Trem de Ferro de sua história, era inaugurado há 120 anos a Estrada de Ferro Muzambinho, o empreendimento que mudaria a história e o progresso da cidade e região.
Segundo relatos históricos, a iniciativa local teve  no Major Matheus Tavares da Silva,que foi também oPrimeiro Presidente da Câmara Municipal de Varginha,o. Principal incentivador da vinda da Estrada de Ferro para a nossa cidade, chegando  a emprestar 70:000$000 (setenta mil contos de réis), em 1873, para que os trilhos e a estrada traçados de Três Corações à Varginha aqui chegassem. Segundo os arquivos históricos foram mais de 9 anos de lutas que o Presidente Matheus Tavares teve em pról da construção do ramal ferroviário construído por Ingleses.
Vindo de Três Corações, e chegando na Estação Varginha.(  A Companhia denominada Muzambinho organizou-se para levar a efeito a construção do prolongamento da Estrada de Ferro Minas e Rio desde Três Corações até o ponto navegável do rio Verde-(1) ,posteriormente foi integrada mais tarde a Rede Mineira de Viação .vindo depois a constituir na RFFSA-SR2-Rede Ferroviaria Federal S/A

Da Estação Varginha(Centro da Cidade-894 metros de altitude), a ferrovia subia(A bitola das linhas é de um metro  ) e seguia em direção ao Moinho Sul Mineiro,Sentido Cooperativa do Café e dali interligava a cidade à malha ferroviária do Sul de Minas até o ,que depois passou a chamar-se Juréia, em Monte Belo, pela ordem, as estações (Veja Mapa Ferroviario), seriam após Varginha: Garoa,Batista de Melo,Nogueira,Espera,Pontalete,Josino de Brito,Fama, Parada,Gaspar Lopes,Harmonia,Areado,Movimento,Engenheiro Trompowsky e Jureia(Tuyuti), onde encontrava a Cia Ferroviária Mogiana.

A Ferrovia Muzambinho,também teve os ramais de Campanha,depois Lambari,Cambuquira e São Gonçalo do Sapucai. Já da outra vertente de Varginha, foram construídos por particulares a Ferrovia Machadense,a Alfenense e a Trespontana,todas alcançavam a Linha Principal e dali escoavam a produção cafeeira e de produtos em geral.

 Esta ligação trouxe grande impulso à cidade, estimulado pelo transporte de passageiros e cargas.O trecho Varginha a Jureia foi desativado na década de 60, devido a construção do Lago da Usina de Furnas, boa parte da história está sob as águas.

No início da década de 1930, ( Decreto N.22847 de 23/06/1933 do Presidente Getulio Vargas ) ,  começou a construção de outra sede para a Estação, que já não comportava os serviços. Em julho de 1934, foi inaugurada a nova Estação Varginha(Atual), com projeto dos engenheiros Armindo Paione e Brás Paione.

Segundo Rafael Rangel Giovanini(2) “Em orientação similar da Ferrovia Sapucahy, mas na porção setentrional, corria a Muzambinho. Sua formação se dá com objetivo de construir os trechos antes concedidos a Ferrovia Minas e Rio, embora o seu traçado não seja o mesmo planejado por essa empresa. Partindo do município que dá nome a Companhia, nas proximidades da fronteira com São Paulo, a estrada se dirigia até Três Corações, passando por Varginha, Gaspar Lopes, Areado e Tuiuti. Seu traçado deixa clara a intenção de ligar essa área do Sul de Minas ao Rio, dentro da mesma linha de raciocínio estabelecida para a Sapucaí. Entretanto, com a chegada da Mogiana a Guaxupé, em 1904, e sua interligação com a Muzambinho em 1914, o acesso ao porto de Santos também seria garantido para essa porção do Sul de Minas.


Por ironia do destino, da chamada Ferrovia Muzambinho, hoje só resta esse trecho de 34,385 quilômetrosentre 3 Corações e Varginha, que só sobreviveu graças a Empresas locais,aos apreciadores de ferrovias e a todos os Prefeitos que até hoje não deixaram os trilhos saírem dos lugares.
Atualmente a Ferrovia Muzambinho está sob a concessão da FCA-Ferrovia Centro Atlantica, do Grupo Vale do Rio Doce e transporta cargas de fertilizantes vindos do Porto de Vitória-ES até um terminal particular na cidade de Varginha.
A luta dos apreciadores pela preservação ferroviária na nossa região, está aumentando,não podendo deixar de citar nessa data do Jovem Luiz Eduardo Biagio Bueno,incansável pesquisador e um fiscal atento milímetro a milímetro do ramal de nossa cidade.
HISTÓRIAS QUE A FERROVIA PRODUZIU.
Muitas são as histórias que esses 120 anos produziram, inclusive relativas as Revoluções de 1930 e 32,assunto para outros momentos, agora relato um causo,escrito por Olavo Amadeu de Assis(3) intitulado “Acredite quem quiser” – O Trem da RMV(Rede Mineira de Viação), ia de Gaspar Lopes á Estação de Harmonia. Ao passar pelo rio Muzambo, o senhor Luis distraidamente apreciava a imensidão do rio que se estirava onde a vista não mais alcança. Como as fagulhas do Trem o atingissem, resolver descer o vidro da janela. E foi ai, nesse momento, que viu pular a seus pés uma enorme traíra. Muito intrigado com aquilo,levantou imediatamente a janela e viu lá atrás um pescador a beira do da linha e do rio, pondo tranquilamente a isca para mais uma pesca.
Quanto ao peixe, passou a mão nele e colocou-o no enbornal. Em casa mandou a esposa Pascoalina fazer no jantar.  Foi um jantar de muita fala e pouca crença.

Fontes pesquisadas:
.Ricardo Coimbra Rezende(Engenheiro/Escritor de Ferrovias)
Dr.Eustaquio/Juridico da ex-RFFSA.
Ralph Mennucci Giesbrecht(Pesquisador/Blogueiro)
Professor Afonso Paione
1)   O Brasil, suas riquezas naturais, suas indústrias-Tomo III - Indústria de Transportes, Indústria Fabril-CIB, Rio de Janeiro, 1909-Reedição fac-similar:IBGE / CNI, Rio de Janeiro, 1986
2)Universidade Federal de Minas Gerais-Departamento de Geografia  de Rafael Rangel GiovaniniCom a Dissertação “REGIÕES EM MOVIMENTO Um olhar sobre a Geografia Histórica do Sul de Minas e da Zona da Mata Mineira (1808-1897)
3)Livro O Ferroviário nos trilhos na saudade de Olavo Amadeu de Assis-1985/Imprensa Oficial/MG-pag.152)
       4)Mapas da vfco.Brasilia.jor.br
* Matéria enviada pelo autor: Dr.Carlos Sérgio Cornwall

quinta-feira, 22 de março de 2012

Jogos abertos de Cambuquira em 1949


Vídeo postado no https://www.facebook.com/AtuaCambuquira
Prestigie essa nova ong que vem para lutar por nossa cidade.

Ainda bem que não existe mais esse "tiro aos pombos".

quinta-feira, 15 de março de 2012

Foi embora o último da banda. Foi embora o meu pai.

Eu e meus irmãos perdemos nosso pai, minha mãe perde o seu eterno enamorado.
Partiu no 13 de março passado, às 8,30 da manhã inexplicavelmente  depois de tomar o seu café da manhã enquanto assistia um programa religioso da TV Aparecida. Foi num suspiro repentino e fulminante e nos deixou.
Eu e meu irmão ainda tentamos aplicar nele um processo de massagem cardíaca. Mas, ele não respondia nada.
Bateu em todos um sentimento de decepção.
A cicatriz completamente seca evidenciava que tudo era um sucesso. Já não havia mais inchaços, nem manchas e já se alimentava normalmente.Já dormia bem, muito diferente dos primeiros dias pós operatórios.
Preocupado com a minha mãe que dormia no quarto ao lado para que um dos filhos lhe fizesse companhia, sempre dizia  "Se a Naninha morrer eu não sei o que será da minha vida" pois ela era o seu primeiro e único amor. Nós ouvíamos tudo e pensávamos que ele talvez nem tinha ideia dos riscos que ele estava submetido.
Sebastião da Silva Lemes, acima com a sua clarinete, era um homem forte em tudo, mas principalmente no caráter.Tinha um orgulho dos filhos e dos netos que tinha. E, chorava de emoção quando algo de bem acontecia na família. Lembro-me que uma vez pegou minha primeira filha que ela achava muito bonita e sumiu pelo bairro. Ele foi exibir aquela sua neta para todos os seus conhecidos.
Durante o velório, meu primo Tarcísio ainda comentou que quando trabalhou com ele ainda adolescente notava que em muitas vezes ao pagar os seus auxiliares o que sobrava para ele e para sua família. Dava valor aos que trabalhavam duro como ele.
Papai nasceu no Palmital, mas não quis a vida rural como a de seus pais e partiu para cidade onde se dedicou aos instrumentos musicais. Manejava muito bem diversos instrumentos de sopro, corda e teclados. Mas, essa profissão não dava para criar os filhos.Plantou café, trabalhou com artesanato mas se firmou na área da construção civil (Não como empresário, mas como pedreiro, sub-empreiteiro e até empreiteiro. Não tinha ganhos exorbitantes, era sempre justo. Muitas vezes perdia e alguns não pagavam o que prometida) .Era elétrico quando trabalhava. Eu me lembro que ele e Miguel China, um dos mais sinceros amigos que teve, construíram uma casa da base ao telhado num dia, a casa do seu companheiro no Bairro Regina Coeli. Já no bairro carioca existe um grande número de casas onde o seu suor foi derramado. No bairro construiu duas casas para morar. A primeira ele vendeu, mas não recebeu a maior parte, pois o comprador um sujeito barrigudo e esperto tomou das mãos dele as promissórias e as rasgou.E aí partiu para a nova casa onde viveu até a sua morte. E, foi assim que criou os seus 7 filhos: Gilberto, José Alberto, Reinado, Antônio, Laura, Lourdes e Leda.
Acho que ele partiu como muitos almejam partir um dia. E, como um passarinho voou pra não mais voltar.
Resta-nos, os que ficam, as lembranças e principalmente os exemplos como força para continuarmos nossa tarefa até quando Deus quiser.
Pai, obrigado e desculpe por não ter podido fazer mais pelo senhor!

quinta-feira, 8 de março de 2012

Perdemos uma sonhadora.


Homenagem de Telma, sua filha de coração.
Mais detalhes no link abaixo.
http://100anosdecambuquira.blogspot.com/2009/04/casal-salles-gomes.html

domingo, 12 de fevereiro de 2012

O FANTASMA

                                                 (onde o autor, Manuel Bandeira, fala de Campanha e Cambuquira)
                               Manuel Bandeira
Fotografia de Manuel Bandeira - biografia e livros
(Extraído do livro Poesia e Prosa / Volume II – Ed. Nova Aguilar).

Quando tomei o trem para Campanha, pensei comigo que se encontrasse por lá alguém conhecido, ele havia de me tomar por um fantasma. Na verdade, ao chegar à velha cidade da Princesa da Beira, eu mesmo tive a impressão de ser um fantasma. Desde a estação encontrei mudanças. Em 1905 havia a estação e, separando esta da cidade, que fica num morro, um descampado barrento, ande o sal jaisait rage. Construíram uma dupla calçada da estação ao morro, à direita plantaram uma matinha de eucaliptos e à esquerda cavaram um lagozinho, onde a garotada toma banho. Marchei para o hotel ao pé do morro e quando me vi no quartinho meio sujo, fiquei meio que arrependido de ter deixado as comodidades do Hotel Silva, em Cambuquira. Descansei umas duas horas e então subi, muito curioso, a Rua Direita, que vai dar no Largo da Matriz, hoje Praça D. Ferrão. Verifiquei que eu era um camelo em 1905. Pois não senti então o que sentia agora: um prazer delicioso diante das velhas casas coloniais autênticas, quadradas, as quinas dos telhados com telha em forma de asa de pombo. O Largo também encontrei melhorado. No meu tempo não havia nada; era um declive nu, com capim junto às calçadas.
Lá fizeram um pa:seio de cimento no centro, ladeado de cedros. As casas todas no mesmo, salvo a novidade de um Teatro Municipal, edifício execrável. Ele e a matriz reformada estragaram bastante o aspecto genuíno do Largo. A igreja 1 velha era esse barroquinho pobre e tão simpático que há em toda velha cidade do Brasil. Reformaram-na, abrindo-lhe janelas em ogivas. Quando me em frente da casa onde vivi e passei por tantos sofrimentos, senti um nó na garganta. A casa está igual. Junto, a mesma farmácia. E junto da farmácia, a casa de Donana. Não quis logo procurar Donana, deixei para depois do jantar. Fui dar os passeinhos que fazia em 1905. Passei pelos fundos da matriz, desci a Rua do Fogo, onde fica a segunda casa onde morei. A primeira era

térrea, esta era um sobradão colonial com cinco janelas de frente e nove de lado! Com grande quintal atrás e mangueiras e outras árvores. Está muito estragada e soube que foi vendida por 12 contos. De novo senti o nó na garganta. Me lembrei de uma porção de coisas, inclusive de Violinha, uma nossa cachorrinha amarela, que uma manhã amanheceu morta na escadinha da entrada. Voltei para o hotel, jantei meio horrorizado com a cara do garçom, que parecia leproso, e logo depois do jantar subi ao Largo. Havia Via Sacra na matriz, entrei um pouco. Pensei: quantas vezes minha mãe e minha irmã deviam ter rezado por mim ali! Saí, dei umas voltas pelo Largo e me dirigi à casa de Donana. Em 1905 Donana era um brotinho, de carinha muito fresca, muito cor de rosa, e uma dentadura perfeita. Donana mudou bastante, não tanto, porém, quanto eu temia. Ficou com o teint tanné heróico das mães de família do interior. A dentadura resistiu bravamente, como um reduto. Via-se que ela se tinha defendido ali. Indaguei de todo o mundo e ela me contou coisas de minha mãe e de minha irmã, coisas que eu não sabia e que me fizeram bem, como certos retratos que a gente não conhecia. Quando saí de lá, a cidade estava deserta e silenciosa, fazia um luar estupendo. Vocês sabem o que é um luar estupendo no Largo da Matriz de uma cidade do interior? A tal Rua Direita estava um encanto. Custei a me decidir a entrar no hotel.

A saída, às 5 da manhã, é que foi uma delícia para o fantasma. A lua ainda ia alta no céu. O lagozinho artificial com a saparia coaxando, umas neblinas se rasgando, os eucaliptos, tudo isso no crepúsculo da madrugada formava um quadro inesquecível.

  Às 6:35 o fantasma reencarnou no dia já claro na estação de Cambuquira e foi diretamente lavar o fígado na fonte magnesiana.         (grifos nossos)    

 27/6/1956

Texto enviado por Angelica Andrès.
.



terça-feira, 15 de novembro de 2011

Um passeio a 1989 em Cambuquira.

Vídeo postado com autorização do autor JJ.Ocampo , em especial para o nosso blog.

Leia o que nos diz o autor sobre a sua história com nossa cidade:
Frequentávamos Cambuquira nos anos 70 e 80, e meu pai adorava filmar em super 8. Para homenageá-lo, converti seus filmes e estou postando no youtube.
Fique à vontade para usar o vídeo dele, mas desculpe pela imprecisão nas datas, não conseguimos mais saber a época do registro.
A lembrança era que ficávamos no Hotel Brasil (ou Brasília), da D. Dorinda, que talvez você conheça, e era amiga de meus pais.
Abraços.
Juan Ocampo.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Lea Ferreira Teixeira, cambuquirense e mãe do ex-prefeito de Varginha Mauro Teixeira.

Foto estampada na Policlínica do Bom Pastor - Varginha
Veja abaixo ela, o marido Mauro José Teixeira e familiares, entre eles o ex-prefeito (falecido)
Foto extraída do Guia de Varginha-MG