Vamos lutar pela volta do trem?

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Aqui você encontra um o resumo dde nossa história, fotos, "causos" da Estância. Blog Estância de Cambuquira.
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"Não se apaga a história. Muito menos os documentos históricos, que nada mais são do que os registros dos fatos que ocorreram no passado. Quer eles sejam agradáveis ou desagradáveis." juíza de Direito Hertha Helena Rollemberg Padilha

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Lea Ferreira Teixeira, cambuquirense e mãe do ex-prefeito de Varginha Mauro Teixeira.

Foto estampada na Policlínica do Bom Pastor - Varginha
Veja abaixo ela, o marido Mauro José Teixeira e familiares, entre eles o ex-prefeito (falecido)
Foto extraída do Guia de Varginha-MG

Cambuquira nunca foi "quilombo".


Cambuquira nunca foi "quilombo".

Nas minhas pesquisas sobre nossa cidade, não descobri nenhuma referência de que foram encontrados por aqui redutos de escravos fugitivos. Portanto, dizer que a origem de Cambuquira vem de um "quilombo" beira não só a irresponsabilidade como também demonstra a total falta de conhecimentos de nossa história.
Essas terras onde se localizam a zona urbana e grande parte da zona rural pertenceram por concessão da Coroa Portuguesa a dois personagens principais: Diogo Garcia da Cruz, esposa de Júlia Maria da Caridade e Tomé Martins Costa, tio de Tomé Martins Ribeiro, considerados estes dois últimos como fundadores do município de Três Corações. Diogo e Júlia é um dos meus penta-avós e igualmente "penta-avô" de muitos outros cambuquirense que têm o sobrenome "Lemes". Nós, os Lemes também descendemos, na maioria e não todos, de Tomé Martins Ribeiro, pai de Escolástica Joaquina do Monte Casino(ou da Ribeira) esta, esposa de Vicente da Silva Lemes, filho de José da Silva Lemes e de Rosa Maria Goulart (ou Gularte, conforme algumas grafias portuguesa).
A maioria dos negros existentes na cidade e descendentes dos primeiros africanos que por aqui chegaram tem suas origens mais remotas nos escravos de Manuel Borges da Costa e Ana Francisca de Jesus (esta, filha de Francisca Tereza de Jesus, filha de Diogo Garcia e Júlia Maria da Caridade.
Manuel, talvez por herança de sua esposa, era dono de grande porção de terras no lugar hoje chamado de Congonhal onde existia uma grande sede com senzala. Nesse local funcionava uma espécie de "depósito" para onde eram encaminhados os escravos recém chegados da Africa e adquiridos, provavelmente na cidade do Rio de Janeiro ou outro lugar, como Paraty naquele Estado, ou mesmo vindos diretamente das colônias portuguesas para os encomendantes.
Por outro lado, as filhas de José da Silva Lemes e de Rosa Maria Goulart, citadas no livro de Manoel e Tomé dos Santos Brandão, por sua vez, deixaram em testamento uma gleba na área urbana para os seus ex-escravos cujos descendentes receberam, mais tarde, uma outra gleba localizada entre o Marimbeiro e Miranda, especificamente no local chamado de "Garganta" onde até hoje vivem descendentes daqueles servos de Ana, Joana e Francisca da Silva Goulart (que não levaram o nome "Silva Lemes", pois este era o privilégio somente dos filhos homens, na maioria dos casos).
Um dos filhos desses ex-escravos chegaram aos nossos tempos: D.Zefa, João Cocão (apelidado de Couro de Jacaré) e alguns "afro-descendentes" residentes ainda na cidade com sobrenome "Tomás, Ribeiro, Silva, etc", nomes adotados dos antigos "patrões".
No Congonhal, existe uma grande quantidade de descendentes daqueles escravos trazidos pela Família Borges da Costa. Estes constam como "comerciantes do Séc. XVIII" em obra histórica, mas que na realidade o seu "comércio" se baseava sim na "importação"(tráfico) da África, que fez com que a família se tornasse uma das mais ricas da cidade da Campanha da Princesa.
Favorecendo ainda o argumento contrário à tese de alguns, existe ainda o fato de que a topografia por aqui não favorecia o surgimento de qualquer coisa semelhante, como aconteceu no "Quilombo dos Palmares" e em outros lugares.
A história, par ser levada a sério, deve ter mais bases sólidas e pouca ou nenhuma especulação.

Visite o blog da Familia Silva Lemes (http://silvalemes.blogspot.com) e conheça mais sobre nossa história (clique no destaque)

Neste blog dedicamos ao registro da genealogia, fatos e história desse clã. Na página, quem se interessar desobrirá que a maior parte da família descende diretamente de Manuel Borges da Costa, Tomé Martins Ribeiro e  de José da Silva Leme, este último quem deu o nome aos descendentes deturpado pelo tempo com o acréscimo do "s" vindo a se tornar Lemes como hoje somos chamados.


Gilberto Silva Lemes -
Texto reeditado.

domingo, 11 de setembro de 2011

Faça uma visita nas páginas mais antigas desse blog e no da Família Silva Lemes para conhecer melhor a história desta Estância e do seu povo.

E, se quiser contribuir com mais dados na forma de fotos, relatos históricos, documentos e causos. Pode fazê-lo. Para isso, basta entrar em contato com o administrador da página via link existente ou através de comentários com e-mail para resposta.
Vamos rescrever nossa história com base em fatos reais, provas e testemunhos.
Ah!...Faltou falar no blog dos 100 anos:
http://100anosdecambuquira.blogspot.com/
Um povo que conhece o seu passado é capaz de saber do seu futuro! (Pense nisso.)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

TESTEMUNHAS DE NOSSA HISTÓRIA - Walter Clementino Nunes



Walter, nos escreve diretamente de S.Paulo e indagou primeiro sobre nossa água Cambuquira. Depois tece alguns comentários sobre a sua relação com a nossa cidade... 

Veja abaixo.


Esqueci de te perguntar se a Água de Cambuquira será comercializada aqui prás bandas de S.Paulo.


Lembrei-me de alguns episódios do Hotel Globo como por exemplo, o Geraldão cozinheiro e que fritava uns contrafilés numa chama enorme que chegava a chamuscar o teto mas ficavam espetaculares. Também de um garçon de nome Dionísio que era muito prestativo e certa vez contratei uma menina que era filha dele para ajudar a tomar conta do meu filho, durante a nossa estadia no hotel.


Também me encontrei mais de uma vez com um médico do Rio de Janeiro que era cardiologista e se chamava Dr. Murilo. Me parece que ele e a esposa, se conheceram no hotel e começaram a namorar e deu no que deu. Eles eram muito queridos por lá e quando os proprietários e funcionários ficavam sabendo da vinda do casal, preparavam aquele pudim de claras com baba de moça que era feito lá no fundo do quintal num quartinho que possuía um fogão de lenha. Era uma sobremesa fantástica e preferida desses queridos cariocas.


Nós também gostávamosde visitar o observatório (abandonado na época) cujos moradores chamavam de "A casa da bola".Infelizmente a história de uma cidade não é feita somente de acontecimentos agradáveis e me vem na memória um episódio muito triste, do começo da década de 80 (seria 1982?), uma fatalidade com uma criança no pedalinho do Parque das Águas. Me parece que ela ficou presa debaixo da pá e não foi retirada a tempo. Foi muito triste pois tiveram que interditar o lago, cobrindo os brinquedos com lona preta.Outra pessoa que se hospedava nesse hotel era o ator João Sgnorelli. Por umas duas vezes encontramos com ele e a família por lá.
A última vez que fui a Cambuquira, o Hotel Globo já estava fechado (acho que foi em 1994) mas mesmo fora de atividade, consegui entrar pela porta frente e lá  estava um rapaz sentado ao piano tocando o Hino Nacional Brasileiro. Ainda estavam por alí as cadeiras de ferro vermelhas e amarelas, o cofre de aço, o relógio de parede, o prendedor de jornais, feito com madeira e tambem a máquina de cortar frios. Nessa última vez que fui (mas voltarei), fiquei hospedado no Grande Hotel Empresa.

Acrescenta depois em resposta ao meu pedido de permissão para postar o e-mail no blog:
Tudo o que te envio, pode e deve ser postado ao seu modo.


O Geraldão era o que denominamos hoje: um afro descendente e era tão alto quanto a chama do fogo ao fritar os deliciosos contra-filés, todavia não tão grande quanto a sua simpatia.
Tenho muitas fotos em papel e tambem os famosos slides.
Como era bom jogar tenis de mesa naquele subsolo do Hotel. Sem contar das garrafas de água que eram deixadas ao pé das portas dos quartos. Havia tambem mangueiras e no tempo desses frutos, gostávamos de dar as mangas aos bezerrinhos que por alí nasciam.
Logo pela manhã, o Arnaldo chegava com a sua picape Ford, trazendo leite, frangos, carne e outras coisas da sua fazenda e que eram consumidas no Hotel. O Arnaldo era muito amigo do Moupyr Monteiro (já falei dele no episódio do cão invadindo o quarto) mas, por ser uma figura impar, merece mais detalhes. Ele era jornalista aposentado e por não se entender direito com a família, residia no Hotel e o seu quarto era forrado com manchetes de jornais com reportagens dele. Foi correspondente de guerra, era alto magro e falava muito bem e sempre conseguia atenção a sua prosa. Uma vez cheguei dar carona para ele até São Paulo e depois de um lanchinho na minha casa, deixei-o no metrô. Ele vivia reclamando que enjoava do tempero da comida do hotel e por esse motivo era comum vê-lo no jantar do Cambuquira hotel ou do Elite, que dava atenção para um cardápio bem mais dietético.
Moupyr tambem era muito amigo do Sr. Marino que possuia uma loja de compotas, queijos e lembranças da cidade.
Acabo de me lembrar novamente do garçom Dionísio, morava no bairro de Lavras e como disse,sua menina ajudou a cuidar do meu filho, prestando serviço de babá enquanto aí estava e depois ela queria vir conosco para S. Paulo mas, minha mulher e eu não quisemos assumir essa responsabilidade. Quanto ao médico cardiologista, o Dr. Murilo, lembro-me que ele criticava as cirurgias cardiacas (muito em moda), segundo ele muitos casos seriam solucionados com medicamentos e dieta adequada e que esse procedimento cirurgico invasivo, deveria ser revisto.
Quanto ao Geraldão, quando fui a cidade em 1995, ele já havia falecido (se não me engano). Certo entretanto, eram algumas de suas especialidades culinárias e aqui vão: O famoso filé, com fritas, a cavalo, com legumes etc, o Espetinho `a crioula, carne bovina com pedacinhos de tomates e cebolas (inesquecível), o Filé de tilápia à cubana, trata-se do peixe tilápia com acompanhamento de banana frita (uma gostosura sempre servido à noite porque era depois do almoço que alguns moleques dos arredores, traziam as tilápias por eles pescadas. Frango das mais diversas maneiras sempre a noite e ainda a canja de galinha.
No café da manhã, além dos queijos (minas e prato fatiado naquela máquina já mencionada) os ovos quentes servidos naquele potinho específico e os doces destacando-se o de leite que era feito lá no fundo do quintal, onde se fazia o pudim de claras.
Tinha também um alambique que eu sempre trazia alguns garrafões para presentear amigos.

Walter Clementino Nunes - São Paulo.


Nesta Segunda-feira passada, ele acrescenta:



Lembrei hoje pela manhã, de um personagem muito importante ligado ao Parque das Águas da cidade.
Trata-se de um fotógrafo que ajudava a eternizar os nossos momentos. Eu mesmo tenho diversas fotos com a minha familia executadas por ele.
Seu nome era Coly ou Colie. Era alto e magro. Fumava cigarros Minister e carregava o maço no ombro abaixo da camiseta. (como se fosse ombreira)
Era exigente pacas e era comum ele mandar os pretendentes a foto que voltassem no dia seguinte com caras mais alegres. Ele não tinha pressa de fazer as tomadas, tudo devia estar como ele gostava e porisso mesmo seu trabalho era muito bem feito. Depois de devidamente pagas as fotos eram enviadas pelo correio uma vez que na epoca não se tinha as facilidades de hoje.
Fotografava em cores mas gostava mais do branco e preto. O seu "studio" era um espaço aproveitado pelo aclive da rua. Uma especie de gruta. (1982, 1984)
A frente, ficavam os cavalos e as charretes de aluguel.
Quando aí estive pela primeira vez, em janeiro de 1975 fomos minha mulher e eu, passear com uma charrete cuja égua se chamava baiana. Quando voltei a segunda vez, me disse o proprietário que ela havia morrido.
Dentro do Parque, a direita de quem entra, havia um viveiro com um tucano de bico amarelo. Tenho foto do meu filho ao lado dele. (1978)
Por enquanto é só mas á medida que a memória vai me ajudando, envio mais

sábado, 30 de julho de 2011

Creche do Externato Tiradentes.

Primeira escolinha "Jardim de Infância" de Cambuquira, com a sua primeira turma:


Dayse Gardona (idealizadora e fundadora) e Josi

Guilherme Silva - Renê (Cipó)- Chico (da Vilma da Coletoria)  - Natanael (do São)- Luciano Lucas - Jader e Sandro.

Kelly Carim - Karina (da Vilma) - Aline - Patrícia Blanco e Valéria do Godinho.

Funcionou no prédio do extinto Externato Tiradentes em 1978.

Foto: Enviada por E-mail.

Testemunhos de nossa história.

Saudades de Cambuquira
Luiz Moura Gomes - SP
A última vez que nos hospedamos no Hotel Elite foi em  Janeiro de 1979 e  eu  já estava casado com Maria Antonieta, minha namorada  desde 1971 ( veja a foto).

   

Voltamos a Cambuquira muitas vezes, com meus pais, irmãos, cunhado e cunhadas, minhas filhas  ( nas fotos abaixo).


Nossa última temporada de férias foi no Hotel Santos Dumont em 1988. Ainda nos dias de hoje  sempre que passamos pelo Sul de Minas e adjacências procuramos colocar Cambuquira no nosso roteiro mesmo que só para tomar um copo de Magnesiana e dar uma volta no Parque das Águas. (Na foto abaixo minhas filhas e sobrinhos em 2009 )

Minhas lembranças de Cambuquira são muitas, mas vou aqui descrever talvez a mais remota, a primeira vez que  minha família hospedou-se  no Elite Hotel foi em Julho de 1960.

A rodovia Fernão Dias ainda estava sendo asfaltada em vários trechos, e a parte final da viagem, da hoje conhecida  Rodovia do Circuito das Águas entre Campanha e Cambuquira, era uma estrada de terra com muita poeira.


Esta viagem foi no mês de julho com uma Kombi ano 1959 do meu Tio Gabriel. Éramos crianças, meu irmão José com 11 anos, eu com 9, minha irmã Maria Inês com 7, meu irmão Paulo com 6  e meu irmão Cássio com 4 anos.  Estas três fotos são as mais antigas que temos de Cambuquira, acho que muitos aquáticos foram assim fotografados. Eu sou o cara da esquerda montado no cavalinho queimado e no popa da canoa que navega no lago Três Escravos.



Ainda  lembro muito bem da ansiedade que sentíamos quando estávamos próximos a Cambuquira e a Kombi aproximando-se da Fonte do Marimbeiro.
 Na estrada uma reta pequena, uma curva à esquerda e outra à direita e chegamos ao nosso destino.
Emoção! Suave elevação da Av. Virgílio de Melo Franco, também conhecida como Rua Direita íamos revendo o Hotel São Francisco, a oficina Manes Concessionária Volkswagem, a Padaria Predileta, o Santos Dumont, antes Hotel Vitória o Cinema Elite, o Restaurante Cambuquira, o Cartório, a Casa Das Variedades, o Globo, e enfim o Elite Hotel.
Manobrada e estacionada a Kombi descíamos todos e a constatação de que nada havia mudado.
Estava tudo lá e podia ser confirmado por todos os nosso sentidos:
Cheiro de lenha queimando nas cozinhas dos hotéis, o céu azul intenso e um por do sol colorindo de amarelo ouro o horizonte e as estrelas começando a brilhar. O barulho das ferraduras dos cavalos no calçamento de pedra das ruas, os sabores de cada uma das diferentes águas minerais e outras sensações deliciosas que ficaram para sempre em nossas memórias.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

HOTEL FONTE DO MARIMBEIRO com Casino do hotel.

                                       Clique na foto para ampliar!
Esta é uma foto raríssima do antigo Hotel Fonte do Marimbeiro, um projeto que praticamente foi corroído pelo tempo, porque mal começou a funcionar, o patrimônio se tornou numa disputa judicial que lacrou suas portas com todos os utensílios domésticos, roupas de cama e outras coisa.
Abandonado no meio do campo, o prédio acabou por ser demolido no final dos anos 70 para dar lugar ao loteamento de mesmo nome.
Os móveis e as roupas de cama, os cupins tomaram conta. Nos guarda-roupas, roupas de hóspedes e dos antigos proprietários, se não foram consumidas pelas traças e cupins, acabaram nas mãos de terceiros através de furtos. A Justiça da época e o banco, autor da ação, não se preocuparam em preservar aquilo que poderia ter se transformado num bom investimento pela sua beleza e ótima localização.

Contribuição: Reinaldo (via e-mail)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

UM INVENTOR EM CAMBUQUIRA.


Imagem ilustrativa tirada do "metiredesseocio"
Não tenho mais informações, mas vou pesquisar mais sobre esse assunto junto aos mais velhos, já que os relatos que temos vêm de pessoas mais velhas que não tem dados mais precisos da existência desse inventor e de seus experimentos. Mas, um fato narrado nos leva a crer que realmente existiu na cidade uma pessoa dotada de grande inteligência e conhecimentos técnicos capaz de montar uma aeronave e, principalmente, fazê-la voar bem mais alto do que o dirigível de Santos Dumont.


Pelas história contada a mim, o projeto de aeronave usava um motor de automóvel, coisa que até hoje ainda não ouvi falar. Mas, a montagem voou sim sobre parte da cidade e ainda levou dentro da nave um mecânico chamado "Gumercindo". 


A viagem desse tal "Gumercindo" saiu do alto do Bairro da Estação ou da parte mais alta do Bairro Fonte do Marimbeiro onde deve ter sido criada uma pequena pista de decolagem. Dali partiu o pequeno avião com o "piloto" um pouco "mamado"(Ele gostava de uns goles da "marvada"!), para aceitar essa empreitada com quase certeza de partida mas, provavelmente, nenhuma garantia de volta ou de aterrisagem tranquila.


O avião sob a admiração de milhares de cidadãos da cidade e de turistas ficaram atônitos quando aquela geringonça sobrevoou o centro da cidade, passando por cima dos principais hotéis e do Parque das Águas e vir a aterrisar ("Não seria esse o termo correto para o acontecido.") na Mata do Parque no meio do arvoredo.


Deve ter sido uma correria e por muita sorte quase nada aconteceu ao piloto que, apesar dos goles, estava vivo e ainda tivera o seu "brevê temporário" definitivamente cassado por determinação da polícia, com  a promessa de nunca mais repetir outra façanha como aquela. Com isso, a grande invenção de tal gênio criador não seguiu adiante e a história desse feito virou lenda.


Tentei descobrir o nome do inventor, mas ainda sem muito sucesso. Alguns me disseram que se chamava "Marquetti", outros defendem que foi mesmo o tal mecânico Gumercindo que fora o autor do projeto, montagem e da aventura de ser o único cambuquirense inventor e aviador, sem nunca ter pilotado uma nava.


Quem souber mais sobre essa história ou que nos possa ajudar nessa pesquisa, que "fale agora ou se cale para sempre"...

Comentários:

Bem, essa de "...se cale para sempre" é apenas um trocadilho. O que o administrador do blog quer é a cooperação do leitor para o levantamento desse tipo de notícias de nossa cidade. Esses fatos que a literatura e a história deixou de lado fazem parte do espírito de nossa história e devem ganhar o registro desta forma ou de outra para que não se perca no tempo. Pois, quando a história de um povo não tem registros do seu passado, este perde a sua referência. Nossa cidade tem perdido a referência com o passado e a nossa tentativa (minha e dos leitores colaboradores) é não deixar que isso se deteriore.
Então, contribua com o resgate de nossa história. Escreva para nós contando um caso ou mesmo nos convoque para uma conversa sobre aquele fato de que ninguém mais se lembra...Assim, juntos não deixaremos que se percam tantos fatos pitorescos de nosso povo.

Leia abaixo, notícia recente sobre feito semelhante de um "cientista russo". E, pelo que parece nem voou como o do nosso inventor:

Ex-piloto transforma carro soviético em avião

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Esse aí deixou saudades. Sabe de quem é essa foto?

Foto enviada por Luiz Moura Gomes - S.Caetano do Sul - SP

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Conheceu essa figura ai?

Dizem que ele inspirou o personagem "Mussum" (Trapalhões) de falar com aquele modo peculiar de pronunciar as palavras.
Se você ainda não o identificou. Este é o "Marretis" que como, "Capricho", "Batata Doce" deixaram essa terra para morrar no andar de cima, em outra dimensão, onde com certeza nos olham aqui embaixo.

Contribuição de Luiz Moura Gomes (S.Caetano do Sul-SP)
Posted by Picasa

segunda-feira, 23 de maio de 2011

A história de cada um na história de Cambuquira.

            * Henrique Jesuíno é o menino à direita atrás do seu pai
.
O Blog, com a ajuda dos verdadeiros amigos dessa Estância, tenta montar nossa história. Desta vez, postamos a colaboração histórica de Henrique Jesuino, residente em Teresópolis, que se tornou, através dos pais, um eterno cambuquirense apaixonado pela nossa cidade. Ele nos confiou fotos do seu arquivo particular e ainda conta a sua história que, com certeza, vai remeter outros tantos amigos e amantes dessa terra aos encantados tempos de glória que este lugar viveu.
Leia abaixo o seu e-mail.E, veja as fotos que nos enviou.

Olá!...
A foto é dos anos  45.  As figuraças que V.vê - e com muito orgulho o deixo inteiramente à vontade - tem os seguintes artistas:
o mais importante, claro, sou eu Henrique Jesuino, à frente papai Israel ( meu avô muito católico adorava nome bíblicos) então Israel Guimarães, Israel Nabuco de Freitas Guimarães ( é... família Nabuco de Freitas: o Guimarães não sei como  apareceu . Tenho  
uns docs.de um primo e vou investigar ). Mas voltando... De pé com chapéu tipo Ramenzoni, mamãe Beatriz, Beatriz Rosa de Carvalho Guimarães. De joelhos minha irmã Leopoldina Amélia e a garotinha e a moça, não consigo me lembrar. Com certeza eram amigos (acho que da família Castanheira ) pois estávamos sempre juntos no Hotel Silva.

Obs I: eu e minha irmã temos nome  composto dos avós paternos e maternos: Henrique e Jesuino / Amélia e Leopoldina.

Obs II: V.me mandou uma interpretação feita pelo filho de Dr.João Silva? Gandhi.  Muito bom. Aí eu voltei no tempo: João Silva muito amigo de papai. Eu brincava com sobrinhos Roberto e Luluca filhos a dona Carmen (perdoa se memória esteja me traindo)que morava numa casa que ainda existe, imediatamente depois do H Silva e tinha um outro, hoje oficial de Marinha ( Francisco ? que morava na rua de baixo junto à fábrica de doces. Ele era um pouco mais novo que nós ) e a última vez que nos vimos foi no Clube Naval, mas não deu para nos falarmos muito . Todos tínhamos compromissos e nas vezes que estive  aí no H.Cambuquira ele tinha  estado antes uns dias antes. Uma pena ! Eu não tinha cavalo,mas eles tinham  ou Do João. Aí seu “Limpinho” preparava os bichos para os cow-boys passearem. E, eu " tinha " uma égua , Pampinha, e lá íamos nós para os sítios dos hotéis, subir Santa Quitéria, lá pelos lado do Congonhal e etc. e fazer  como víamos no Cinema, nos filmes. Desatrelava os animas, dávamos água, brincávamos de mocinho e voltávamos já quase passando a hora do almoço, para a reprimendas de praxe. 
Como era bão !!   HJ

O amigo e colaborador do blog, Henrique Jesuíno, também nos enviou mais fotos, entre elas essa aí da Fonte Férrea ainda nos estilo antigo . Pela nitidez da imagem, talvez tirada pelo parente Armindo Costa, dá para se imaginar e até ouvir a força do jato daquela água que sai do chão impulsionado pelos gases que se acumulam no sub-solo para depois ficar calada por alguns instantes e depois, eternamente repetir o processo para o espanto de alguns que a veem pela primeira vez.

Faça como Henrique Jesuíno, mande suas fotos em Cambuquira e conte a sua história aqui!

quinta-feira, 31 de março de 2011

segunda-feira, 14 de março de 2011

Blog "Cambuquira Agora" cobra restauração de patrimônio histórico da cidade.


Na casa abaixo em cujo interior crescem árvores que podem danificar sua estrutura, residiram, além de seu principal proprietário Rodolpho Lahmeyer, sucessor de Américo Werneck(proprietário anterior) que se tornou personagem histórica de Lambari,os presidentes Marechal Deodoto da Fonseca e Floriano Peixoto enquanto faziam tratamento com as águas minerais. Um dos presidentes, provavelmente o Marechal de Ferro, Floriano Peixoto, teria falecido neste local. Mas, isso ainda não serviu de argumento para se fazer um programa de restauração e conservação desse patrimônio. O mesmo acontece com o Hotel Elite, principal exemplar do estilo romano na cidade e provavelmente na região e que foi sede do comando das forças federais nas revoluções de 30 e 32 conforme atestam fotos da época.

O prédio do antigo hotel junto com o coreto dá um charme especial à nossa cidade, imagem essa que faço questão de divulgar.

Será que esses prédios históricos terão o mesmo destino que teve a casa de Charles Berthaud na rua que tem hoje o seu nome?

Observe que algumas árvores nasceram dentro do prédio de onde foi tirado o telhado com a intenção de fazer nova cobertura por um ex-prefeito.

Veja a matéria no Cambuquira Agora (clique)
Blog de Cambuquira Hotel Elite.
O patrimônio histórico de uma cidade não nasce por decreto, mas existe "de fato" como "de fato" a história aconteceu."

Comentários: Leia em http://cambuka.blogspot.com/search?q=lahmeyer sobre a história da casa da Chácara das Rosas, antiga residência dos prefeito, sede da prefeitura municipal e anteriormente, a residência de Américo Werneck e de Rodolpho Lahmey.

ÙLTIMA NOTÍCIA SOBRE REPRESENTAÇÃO

Conforme comunicou o DD.representante do MP em nossa cidade,o Inquérito Civil n.º MPMG-0107.10.000004-4 foi encerrado, na data dea 02/05/2011, com o ajuizamento da respectiva ação civil púbica (Autos nº 0107.11.000657-7).

DESCRIÇÃO DO FATO: RESTAURAÇÃO E ADEQUADA UTILIZAÇÃO DA CASA DE LAHMEYER - CHÁCARA DAS ROSAS, COM O RECONHECIMENTO DE SEU VALOR CULTURAL.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Pense nisso!

“Pensar que o homem nasceu sem uma história dentro de si próprio é uma doença. É absolutamente anormal, porque o homem não nasceu da noite para o dia. Nasceu num contexto histórico específico, com qualidades históricas específicas e, portanto, só é completo se tem relações com essas coisas. Se um indivíduo cresce sem relações com o passado, é como se tivesse nascido sem olhos nem ouvidos e tentasse perceber o mundo exterior com exatidão. É o mesmo que mutilá-lo”. Carl Jung

Citação de Renato Carrazedo (Penápolis-SP)