Vamos lutar pela volta do trem?

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"Não se apaga a história. Muito menos os documentos históricos, que nada mais são do que os registros dos fatos que ocorreram no passado. Quer eles sejam agradáveis ou desagradáveis." juíza de Direito Hertha Helena Rollemberg Padilha

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Adeus ao último boêmio!...

Faleceu em Cambuquira aquele que a comunidade tinha como o último boêmio da cidade, Dodinho.
Um eterno apaixonado pela noite e pelas músicas nos deixa mais um vazio na cidade que há algum tempo já sentia a sua ausência nas ruas do centro. Impossibilitado de caminhar, Dodinho estava preso a uma cadeira de rodas sem poder sair de casa.
Como músico participou ativamente dos áureos tempos da Estância, quando inclusive conheceu uma turista que se encantou com ele e por ela ele se apaixonou. Prova disso era que carregava consigo uma das últimas cartas da amada que ele fazia questão de ler para os amigos. Ele dizia que desse amor nasceu uma filha que mais tarde virou atriz famosa (também já falecida) que no entanto viveu e morreu sem saber o nome do seu verdadeiro pai. Fato ou boato, verdade ou mentira, a história fica aí como um registro desse homem que soube viver ao seu modo.
Adeus Dodinho! Que o pessoal do andar de cima saiba aproveitar os seus dotes e num encontro com os antigos membros do Conjunto Serenata, seus amigos residentes por lá há bem mais tempo, possam relembrar os bons tempos da nossa velha Cambuquira.
Leia matéria sobre Dodinho e colegas de conjunto publicado neste blog (clique!)
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*Nota: Também faleceu nesta mesma semana o meu colega de grupo escolar Alonso Silva.
No último dia em que nos encontramos na Rua Wenceslau Braz em Varginha, ele me contou que sofria de um problema no coração e que já havia "parado literalmente" por algumas vezes.
Comentamos sobre uma carruagem que o seu pai teve, quando ele contou que dela só restou uma pela redonda que ficava atrás dos quatro cavalos que levavam aquele veículo. Também contou sobre os últimos dias de sua mãe sofrendo quase inerte sobre uma cama, fim que ele não queria.
Afinal, Alonso parece ter ido como queria, embora precocemente aos 58 anos de idade: de repente, com uma parada cardíaca.
Cumpriu o seu papel neste mundo e entrou no tempo como mais um personagem de nossa história.
Foto: Arquivo do blog

domingo, 8 de fevereiro de 2009

CARNAVAL DE 1988.

Fevereiro de 1988 - Lá estavam Adriano, Mario Lucio, Marcos, Ludmila e Edinho Sozeca a preparar os enfeitos de rua para o carnaval.
Fonte: A Estância- Enviado porPeter e Thelma Silva (London-UK)
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CONJUNTO SERENATA DE CAMBUQUIRA.

Com Armando Gardona, José Dias, Dadinho, José Ventura e Otávio Liz .
Fonte: Jornal A Estância/enviado por Peter e Telma - London UK.
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Na foto acima Dadinho, no lugar do Dodinho.
Nesta foto o Conjunto Serenata se apresentava no Hotel Esperança
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As fotos acima foram copiadas do antigo jornal A Estância, editado pela Prefeitura Municipal de Cambuquira( fev/1988), onde um texto de Sueli Vilhena relembrava com saudades, já naqueles tempos há 21 anos, fatos de nossa história.
No texto Suely comenta alguns dos personagens de nossa história, que infelizmente já se foram e a saudosa existência daquele grupo de serestas. Armando Gardona, um dos membros, cita ela, era conhecido nos velhos tempos como Armando Coisa-Ruim, Peru, Meio dias em Ponto, Vermelhão e Lúcifer devido a sua tez avermelhada herdada das suas origens italianas.
Dr Ernani, que se tornou cambuquirense de fato, contou ela já vinha à Cambuquira desde 1918 no colo da mãe, turista carioca assídua desta Estação Hidromineral.

Para ver imagem da página do Jornal A Estância, CLIQUE AQUI!



Nota: Esta foto só foi possível graças à contribuição de Telma M.P. Silva, cambuquirense residente em Londres que gentilmente nos enviou o exemplar tirado dos seus pertences, uma relíquia que faz parte do seu passado.


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

As quatro fontes nos anos 50.

Clique na foto se desejar ampliar!
Fonte: Arquivo part. de Peter e Telma - Londres, cedido ao blog via e-mail.
Provavel autoria de Armindo Costa ( Domínio Público)
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Fonte Magnesiana antiga.


Clique na foto para ampliar!
Nos bons tempos da estância, quando a elegância era primordial, lá estavam os veranistas.
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Cambuquira nos anos 60


Av. João de Brito Pimenta, altura do Coreto Municipal, antigo Hotel Astória (ou Parque Hotel) e Hotel Empreza.
Naqueles tempos ainda reinavam as palmeira imperiais antes da sua derrubada e destruição do jardim antigo para construção da Biblioteca Mario Azevedo.
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Fonte e Hotel do Marimbeiro.


Esta foto retrata como era a Fonte do Marimbeiro (anos 40) com o hotel de mesmo nome no alto da colina.
A história desse hotel é muito triste: "contam que os proprietários para deixá-lo pronto para funcionar se endividaram junto ao Banco do Brasil mas não conseguiram pagar a hipoteca. O banco tomou o patrimônio para pagamento e deixou o hotel fechado por anos e anos, talvez por causa das seguidas demandas judiciais. Assim, tudo que estava nele (móveis, colchões, roupa de campa, etc) e o próprio prédio se deterioram com o passar dos anos."

No fim dos anos 70 a propriedade foi adquirida e o novo proprietário demoliu o prédio, restando somente o nome "Fonte do Marimbeiro" como denominação do bairro ali existente hoje.
Com relação à fonte, ela foi remodelada na mesma época, que infelizmente quase foi destruída no ano passado (2008), necessita de uma obra de proteção prometida pela empresa estatal responsável pelo patrimônio.

Faleceu Manoel Luiz Costa (Neneco).

Clique na imagem para ampliá-la!
Neneco faleceu na última semana de janeiro/2009, deixando uma lacuna no futebol cambuquirense. Apaixonado que era por esta categoria de esporte, sempre foi figura de destaque no Estádio Municipal da cidade onde treinava dezenas de garotos do "Leão do Sul" e outras equipes suas, que exibiam a arte aprendida com ele. Na foto, ele é o segundo(de pé) da direita para esquerda.

Neneco e os garotos ficaram impedidos de treinar e jogar no Estádio por quase dez anos por uma "obra inacabada", cujo campo só foi reaberto no fim dos ano passado(2008). Na inauguração, lá estava ele com os olhos brilhando a admirar a bola que ele tanto gostava de novo rolar pelo tapete verde.

Comentários dos seus ex-alunos de futebol:


1)Realmente, foi um desportista fenomenal, que nos deixa saudades, pelo seu futebol;sua destreza e dedicação como técnico; como pessoa, sua humildade, simplicidade,amizade. Seu uniforme, azul claro, a coloração do infinito, nas tardes de domingo.... Sua presença marcante nos treinos e nas disputas dos torneios que participávamos. Que o "Senhor," esteja vibrando com as defesas do zagueiro Neneco,do Cambuquira. Creio que ele esta muito bem, pois elementos assim são titulares em qualquer club....

(Ernani Reis)

2)Acho que deveriam fazer uma homenagem ao Neneco.
Foi o meu 1º técnico de futebol (isto lá se vão pelo menos 45 anos).
Fica aqui a nossa saudade. (Hércules)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Yayá só bebe Cambuquira yoyô!..





Publicada no Semanario Illustrado Fon Fon/Dezembro de 1913

A legenda: "O Sr Adolpho Aguiar em companhia dos jovens médicos baianos, o s Drs. José Barboza Filho e Alberto Lins, offerecendo um copo da excellente água de CAMBUQUIRA a uma crioula da Bahia."

Essa é um expressão daqueles tempos que hoje teria uma repercussão negativa, e por que não alguma dor de cabeça aos autores.

Veja esse e outras relíquias do passado em Reclames!

LAMARTINE BABO EM CAMBUQUIRA

“- Era assim Lamartine: Sempre bem disposto e sorridente. Um sorriso muito feio, pois tinha pavor de dentista e os poucos dentes que possuía estavam em cacos. Certa vez, uma complicação dental abalou profundamente sua saúde. Magro como era, os médicos chegaram a suspeitar de tuberculose, recomendando-lhe uma temporada em Cambuquira, uma estação de águas. Mas Lamartine estava muito bem , dançando nos bailes do hotel e aceitando convites para apitar partidas de futebol, “desde que não ventasse”.”

In História da Música Popular Brasileira – Copyright 1970 – Abril S/A

O carioca Lamartine Babo autor de inúmeros sucessos como “Serra da Boa Esperança”, “Chegou a Hora da Fogueira” e “No Rancho Fundo”, em parceria com Ary Barroso, nasceu em 10 JAN 1904 e faleceu em 16 JUN 1963 no Rio de Janeiro.


Fonte: Acquasul

Conjunto Campanhense Orgia e Nada Mais e Lamartine Babo em Cambuquira
Contribuição de Angélica Andrès - pesquisadora campanhense.

Quem se lembra do compositor Lamartine Babo? De seu humorismo sadio, de sua voz inconfundível? Lamartine de Azevedo Babo nasceu no Rio de Janeiro, em 1904 e faleceu em 1963, vítima de uma crise cardíaca.

Sua obra bastante numerosa é pontilhada de êxitos retumbantes servindo de marco a marchinha carnavalesca “O teu cabelo não nega”, seguida de outros sucessos até hoje cantados e executados nas rádio como ""Linda Morena", "Palhaço", "No Rancho Fundo", "Serra da Boa Esperança". "Rasguei minha Fantasia", dentre outros.

É esta figurinha frágil, que exerceu poderosa influência na música popular - brasileira, que destacamos na foto abaixo entre os componentes do conjunto campanhense "Orgia e Nada Mais", em 1939, na cidade de Cambuquira, onde o compositor costumava passar o carnaval.

Legenda da Foto:
1. (Cambuquira)
2. José da Mira;
3. Hernandez Marcelino;
4. Ailton Dias (Ardido);
5. Nonô;
6. (Cambuquira)
7. Sebastião Silva (Bambicha);
8. José da Paz Filho;
9. (Cambuquira)
10. Lico Bueno;
11. Vicente Patrício;
12. João Vilhena;
13. 14. 15 e 16 (Cambuquira)
17. Pedro Miranda;
18. José Ricardo;
19. Alpheu do Nascimento (Dunga);
20. José Soares;
21. Vitor Branco;
22. Sebastião Bessa;
23. Benedito Henrique Amorim (Chatinho);
24. Lamartine Babo;
25. Aristides Vilhena;
26. Walter Sales;
27. Mozart Sales.

OBS: Os números 1, 6, 9, 13, 14, 15 e 16 referem-se a pessoas de Cambuquira.
Publicado na coluna “Em Branco e Preto” (Folha Campanhense - Nº 31 Novembro / 1999)
Alguém seria capaz e completar essa lista e acrescentar os nomes dos cambuquirenses?

Fotos: Arquivos Particulares/Domínio Público - a segunda de autoria de Paulino Araújo- Campanha.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Novo calendário de Olga Helena Florezano Barcellos: mais uma homenagem à Cambuquira!

Clique para ver os detalhes!
Para ter acesso às demais gravuras, clique aqui!
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Primeiro veículo de transporte de coletivos de Cambuquira.


De algum lugar no tempo quando áureo e promissor futuro se pintava na Estância, provavelmente Álvaro Costa perpetuou a imagem através de sua câmara fotográfica. Ou, quem sabe um turista dos muitos que visitavam Cambuquira lá pelos anos 20 nos fez esse favor.
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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Padre Joel é homenageado em Cambuquira.


No último dia 10/10 fez 20 anos do falecimento do Padre Joel Pinheiro Borges. Como homenagem, a Igreja Matriz promove uma homenagem expondo alguns dos paramentos usados por ele nos últimos anos de vida e fotos diversas daquele que foi um dos mais importantes vultos de nossa história.
O evento acontece paralelamente às comemorações em louvor ao santo protetor da cidade, S.Sebastião.
Durante todo o mês acontece na praça da Igreja uma grande quermesse com parque de diversões e outros eventos populares.
Acontecerá, como tradição, no dia 20/01 um grande leilão de prendas e de gado em prol das obras da igreja.
Foto: arquivo part.cedido ao blog via e-mail/ aut.provável:Waldir Rodrigues.