Vamos lutar pela volta do trem?

Olá! Você está na página da história de Cambuquira. Hoje é
Aqui você encontra um o resumo dde nossa história, fotos, "causos" da Estância. Blog Estância de Cambuquira.
Visite também a página reservada para nossa atualidade. Blog de Cambuquira .

BONS EXEMPLOS GERAM BOAS NOTÍCIAS. Mande notícias, fotos e histórias.

Pesquise nome assunto

"Não se apaga a história. Muito menos os documentos históricos, que nada mais são do que os registros dos fatos que ocorreram no passado. Quer eles sejam agradáveis ou desagradáveis." juíza de Direito Hertha Helena Rollemberg Padilha

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

domingo, 10 de junho de 2012

Cambuquira 1927

Veja a qualidade do mapa elaborado à mão onde figuram um dos nossos principais patrimônios históricos desta cidade, o Hotel Elite. Também existe um destaque para vista parcial da cidade e o mapa da área urbana na época.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Dos tempos da "maria-fumaça":


                                          Foto ilustrativa do blog "Isto é Campanha"
Aniversário de 120 anos da Ferrovia em Varginha.

                   O advogado Carlos Cornwall,que traz um relato abaixo resumido de tão importante e quase esquecida data, ,no dia 28 de maio,comemorou junto de estudantes e simpatizantes esse fato histórico ,abraçando e cantando parabéns próximos dos trilhos que cortam o último trecho do que restou da Ferrovia Muzambinho .Também durante todo o ano, serão lançados um encarte com fotos,histórias,causos e passagens da ferrovia na nossa cidade e região.Palestras sobre a Ferrovia Muzambinho(nome original) e educação patrimonial serão desenvolvidas,bem como dado o ponta pé inicial para formação da Associação dos Amigos do Trem de Varginha- ATREVAR. Segundo Carlos Cornwall,que estuda a questão legal como profissional e a paixão pelo assunto como hobby, nunca imaginava quantas pessoas tem esse mesmo gosto e diz que várias entidades estão sendo contactadas para se realizar o Primeiro Encontro de Ferreomodelismo na cidade.

A inauguração da Ferrovia em Varginha(Estrada de Ferro Muzambinho).
Resumo Histórico- Carlos Cornwall,
Precisamente no dia 28 de maio de 1892,Varginha recebia o primeiro Trem de Ferro de sua história, era inaugurado há 120 anos a Estrada de Ferro Muzambinho, o empreendimento que mudaria a história e o progresso da cidade e região.
Segundo relatos históricos, a iniciativa local teve  no Major Matheus Tavares da Silva,que foi também oPrimeiro Presidente da Câmara Municipal de Varginha,o. Principal incentivador da vinda da Estrada de Ferro para a nossa cidade, chegando  a emprestar 70:000$000 (setenta mil contos de réis), em 1873, para que os trilhos e a estrada traçados de Três Corações à Varginha aqui chegassem. Segundo os arquivos históricos foram mais de 9 anos de lutas que o Presidente Matheus Tavares teve em pról da construção do ramal ferroviário construído por Ingleses.
Vindo de Três Corações, e chegando na Estação Varginha.(  A Companhia denominada Muzambinho organizou-se para levar a efeito a construção do prolongamento da Estrada de Ferro Minas e Rio desde Três Corações até o ponto navegável do rio Verde-(1) ,posteriormente foi integrada mais tarde a Rede Mineira de Viação .vindo depois a constituir na RFFSA-SR2-Rede Ferroviaria Federal S/A

Da Estação Varginha(Centro da Cidade-894 metros de altitude), a ferrovia subia(A bitola das linhas é de um metro  ) e seguia em direção ao Moinho Sul Mineiro,Sentido Cooperativa do Café e dali interligava a cidade à malha ferroviária do Sul de Minas até o ,que depois passou a chamar-se Juréia, em Monte Belo, pela ordem, as estações (Veja Mapa Ferroviario), seriam após Varginha: Garoa,Batista de Melo,Nogueira,Espera,Pontalete,Josino de Brito,Fama, Parada,Gaspar Lopes,Harmonia,Areado,Movimento,Engenheiro Trompowsky e Jureia(Tuyuti), onde encontrava a Cia Ferroviária Mogiana.

A Ferrovia Muzambinho,também teve os ramais de Campanha,depois Lambari,Cambuquira e São Gonçalo do Sapucai. Já da outra vertente de Varginha, foram construídos por particulares a Ferrovia Machadense,a Alfenense e a Trespontana,todas alcançavam a Linha Principal e dali escoavam a produção cafeeira e de produtos em geral.

 Esta ligação trouxe grande impulso à cidade, estimulado pelo transporte de passageiros e cargas.O trecho Varginha a Jureia foi desativado na década de 60, devido a construção do Lago da Usina de Furnas, boa parte da história está sob as águas.

No início da década de 1930, ( Decreto N.22847 de 23/06/1933 do Presidente Getulio Vargas ) ,  começou a construção de outra sede para a Estação, que já não comportava os serviços. Em julho de 1934, foi inaugurada a nova Estação Varginha(Atual), com projeto dos engenheiros Armindo Paione e Brás Paione.

Segundo Rafael Rangel Giovanini(2) “Em orientação similar da Ferrovia Sapucahy, mas na porção setentrional, corria a Muzambinho. Sua formação se dá com objetivo de construir os trechos antes concedidos a Ferrovia Minas e Rio, embora o seu traçado não seja o mesmo planejado por essa empresa. Partindo do município que dá nome a Companhia, nas proximidades da fronteira com São Paulo, a estrada se dirigia até Três Corações, passando por Varginha, Gaspar Lopes, Areado e Tuiuti. Seu traçado deixa clara a intenção de ligar essa área do Sul de Minas ao Rio, dentro da mesma linha de raciocínio estabelecida para a Sapucaí. Entretanto, com a chegada da Mogiana a Guaxupé, em 1904, e sua interligação com a Muzambinho em 1914, o acesso ao porto de Santos também seria garantido para essa porção do Sul de Minas.


Por ironia do destino, da chamada Ferrovia Muzambinho, hoje só resta esse trecho de 34,385 quilômetrosentre 3 Corações e Varginha, que só sobreviveu graças a Empresas locais,aos apreciadores de ferrovias e a todos os Prefeitos que até hoje não deixaram os trilhos saírem dos lugares.
Atualmente a Ferrovia Muzambinho está sob a concessão da FCA-Ferrovia Centro Atlantica, do Grupo Vale do Rio Doce e transporta cargas de fertilizantes vindos do Porto de Vitória-ES até um terminal particular na cidade de Varginha.
A luta dos apreciadores pela preservação ferroviária na nossa região, está aumentando,não podendo deixar de citar nessa data do Jovem Luiz Eduardo Biagio Bueno,incansável pesquisador e um fiscal atento milímetro a milímetro do ramal de nossa cidade.
HISTÓRIAS QUE A FERROVIA PRODUZIU.
Muitas são as histórias que esses 120 anos produziram, inclusive relativas as Revoluções de 1930 e 32,assunto para outros momentos, agora relato um causo,escrito por Olavo Amadeu de Assis(3) intitulado “Acredite quem quiser” – O Trem da RMV(Rede Mineira de Viação), ia de Gaspar Lopes á Estação de Harmonia. Ao passar pelo rio Muzambo, o senhor Luis distraidamente apreciava a imensidão do rio que se estirava onde a vista não mais alcança. Como as fagulhas do Trem o atingissem, resolver descer o vidro da janela. E foi ai, nesse momento, que viu pular a seus pés uma enorme traíra. Muito intrigado com aquilo,levantou imediatamente a janela e viu lá atrás um pescador a beira do da linha e do rio, pondo tranquilamente a isca para mais uma pesca.
Quanto ao peixe, passou a mão nele e colocou-o no enbornal. Em casa mandou a esposa Pascoalina fazer no jantar.  Foi um jantar de muita fala e pouca crença.

Fontes pesquisadas:
.Ricardo Coimbra Rezende(Engenheiro/Escritor de Ferrovias)
Dr.Eustaquio/Juridico da ex-RFFSA.
Ralph Mennucci Giesbrecht(Pesquisador/Blogueiro)
Professor Afonso Paione
1)   O Brasil, suas riquezas naturais, suas indústrias-Tomo III - Indústria de Transportes, Indústria Fabril-CIB, Rio de Janeiro, 1909-Reedição fac-similar:IBGE / CNI, Rio de Janeiro, 1986
2)Universidade Federal de Minas Gerais-Departamento de Geografia  de Rafael Rangel GiovaniniCom a Dissertação “REGIÕES EM MOVIMENTO Um olhar sobre a Geografia Histórica do Sul de Minas e da Zona da Mata Mineira (1808-1897)
3)Livro O Ferroviário nos trilhos na saudade de Olavo Amadeu de Assis-1985/Imprensa Oficial/MG-pag.152)
       4)Mapas da vfco.Brasilia.jor.br
* Matéria enviada pelo autor: Dr.Carlos Sérgio Cornwall

quinta-feira, 22 de março de 2012

Jogos abertos de Cambuquira em 1949


Vídeo postado no https://www.facebook.com/AtuaCambuquira
Prestigie essa nova ong que vem para lutar por nossa cidade.

Ainda bem que não existe mais esse "tiro aos pombos".

quinta-feira, 15 de março de 2012

Foi embora o último da banda. Foi embora o meu pai.

Eu e meus irmãos perdemos nosso pai, minha mãe perde o seu eterno enamorado.
Partiu no 13 de março passado, às 8,30 da manhã inexplicavelmente  depois de tomar o seu café da manhã enquanto assistia um programa religioso da TV Aparecida. Foi num suspiro repentino e fulminante e nos deixou.
Eu e meu irmão ainda tentamos aplicar nele um processo de massagem cardíaca. Mas, ele não respondia nada.
Bateu em todos um sentimento de decepção.
A cicatriz completamente seca evidenciava que tudo era um sucesso. Já não havia mais inchaços, nem manchas e já se alimentava normalmente.Já dormia bem, muito diferente dos primeiros dias pós operatórios.
Preocupado com a minha mãe que dormia no quarto ao lado para que um dos filhos lhe fizesse companhia, sempre dizia  "Se a Naninha morrer eu não sei o que será da minha vida" pois ela era o seu primeiro e único amor. Nós ouvíamos tudo e pensávamos que ele talvez nem tinha ideia dos riscos que ele estava submetido.
Sebastião da Silva Lemes, acima com a sua clarinete, era um homem forte em tudo, mas principalmente no caráter.Tinha um orgulho dos filhos e dos netos que tinha. E, chorava de emoção quando algo de bem acontecia na família. Lembro-me que uma vez pegou minha primeira filha que ela achava muito bonita e sumiu pelo bairro. Ele foi exibir aquela sua neta para todos os seus conhecidos.
Durante o velório, meu primo Tarcísio ainda comentou que quando trabalhou com ele ainda adolescente notava que em muitas vezes ao pagar os seus auxiliares o que sobrava para ele e para sua família. Dava valor aos que trabalhavam duro como ele.
Papai nasceu no Palmital, mas não quis a vida rural como a de seus pais e partiu para cidade onde se dedicou aos instrumentos musicais. Manejava muito bem diversos instrumentos de sopro, corda e teclados. Mas, essa profissão não dava para criar os filhos.Plantou café, trabalhou com artesanato mas se firmou na área da construção civil (Não como empresário, mas como pedreiro, sub-empreiteiro e até empreiteiro. Não tinha ganhos exorbitantes, era sempre justo. Muitas vezes perdia e alguns não pagavam o que prometida) .Era elétrico quando trabalhava. Eu me lembro que ele e Miguel China, um dos mais sinceros amigos que teve, construíram uma casa da base ao telhado num dia, a casa do seu companheiro no Bairro Regina Coeli. Já no bairro carioca existe um grande número de casas onde o seu suor foi derramado. No bairro construiu duas casas para morar. A primeira ele vendeu, mas não recebeu a maior parte, pois o comprador um sujeito barrigudo e esperto tomou das mãos dele as promissórias e as rasgou.E aí partiu para a nova casa onde viveu até a sua morte. E, foi assim que criou os seus 7 filhos: Gilberto, José Alberto, Reinado, Antônio, Laura, Lourdes e Leda.
Acho que ele partiu como muitos almejam partir um dia. E, como um passarinho voou pra não mais voltar.
Resta-nos, os que ficam, as lembranças e principalmente os exemplos como força para continuarmos nossa tarefa até quando Deus quiser.
Pai, obrigado e desculpe por não ter podido fazer mais pelo senhor!

quinta-feira, 8 de março de 2012

Perdemos uma sonhadora.


Homenagem de Telma, sua filha de coração.
Mais detalhes no link abaixo.
http://100anosdecambuquira.blogspot.com/2009/04/casal-salles-gomes.html

domingo, 12 de fevereiro de 2012

O FANTASMA

                                                 (onde o autor, Manuel Bandeira, fala de Campanha e Cambuquira)
                               Manuel Bandeira
Fotografia de Manuel Bandeira - biografia e livros
(Extraído do livro Poesia e Prosa / Volume II – Ed. Nova Aguilar).

Quando tomei o trem para Campanha, pensei comigo que se encontrasse por lá alguém conhecido, ele havia de me tomar por um fantasma. Na verdade, ao chegar à velha cidade da Princesa da Beira, eu mesmo tive a impressão de ser um fantasma. Desde a estação encontrei mudanças. Em 1905 havia a estação e, separando esta da cidade, que fica num morro, um descampado barrento, ande o sal jaisait rage. Construíram uma dupla calçada da estação ao morro, à direita plantaram uma matinha de eucaliptos e à esquerda cavaram um lagozinho, onde a garotada toma banho. Marchei para o hotel ao pé do morro e quando me vi no quartinho meio sujo, fiquei meio que arrependido de ter deixado as comodidades do Hotel Silva, em Cambuquira. Descansei umas duas horas e então subi, muito curioso, a Rua Direita, que vai dar no Largo da Matriz, hoje Praça D. Ferrão. Verifiquei que eu era um camelo em 1905. Pois não senti então o que sentia agora: um prazer delicioso diante das velhas casas coloniais autênticas, quadradas, as quinas dos telhados com telha em forma de asa de pombo. O Largo também encontrei melhorado. No meu tempo não havia nada; era um declive nu, com capim junto às calçadas.
Lá fizeram um pa:seio de cimento no centro, ladeado de cedros. As casas todas no mesmo, salvo a novidade de um Teatro Municipal, edifício execrável. Ele e a matriz reformada estragaram bastante o aspecto genuíno do Largo. A igreja 1 velha era esse barroquinho pobre e tão simpático que há em toda velha cidade do Brasil. Reformaram-na, abrindo-lhe janelas em ogivas. Quando me em frente da casa onde vivi e passei por tantos sofrimentos, senti um nó na garganta. A casa está igual. Junto, a mesma farmácia. E junto da farmácia, a casa de Donana. Não quis logo procurar Donana, deixei para depois do jantar. Fui dar os passeinhos que fazia em 1905. Passei pelos fundos da matriz, desci a Rua do Fogo, onde fica a segunda casa onde morei. A primeira era

térrea, esta era um sobradão colonial com cinco janelas de frente e nove de lado! Com grande quintal atrás e mangueiras e outras árvores. Está muito estragada e soube que foi vendida por 12 contos. De novo senti o nó na garganta. Me lembrei de uma porção de coisas, inclusive de Violinha, uma nossa cachorrinha amarela, que uma manhã amanheceu morta na escadinha da entrada. Voltei para o hotel, jantei meio horrorizado com a cara do garçom, que parecia leproso, e logo depois do jantar subi ao Largo. Havia Via Sacra na matriz, entrei um pouco. Pensei: quantas vezes minha mãe e minha irmã deviam ter rezado por mim ali! Saí, dei umas voltas pelo Largo e me dirigi à casa de Donana. Em 1905 Donana era um brotinho, de carinha muito fresca, muito cor de rosa, e uma dentadura perfeita. Donana mudou bastante, não tanto, porém, quanto eu temia. Ficou com o teint tanné heróico das mães de família do interior. A dentadura resistiu bravamente, como um reduto. Via-se que ela se tinha defendido ali. Indaguei de todo o mundo e ela me contou coisas de minha mãe e de minha irmã, coisas que eu não sabia e que me fizeram bem, como certos retratos que a gente não conhecia. Quando saí de lá, a cidade estava deserta e silenciosa, fazia um luar estupendo. Vocês sabem o que é um luar estupendo no Largo da Matriz de uma cidade do interior? A tal Rua Direita estava um encanto. Custei a me decidir a entrar no hotel.

A saída, às 5 da manhã, é que foi uma delícia para o fantasma. A lua ainda ia alta no céu. O lagozinho artificial com a saparia coaxando, umas neblinas se rasgando, os eucaliptos, tudo isso no crepúsculo da madrugada formava um quadro inesquecível.

  Às 6:35 o fantasma reencarnou no dia já claro na estação de Cambuquira e foi diretamente lavar o fígado na fonte magnesiana.         (grifos nossos)    

 27/6/1956

Texto enviado por Angelica Andrès.
.



terça-feira, 15 de novembro de 2011

Um passeio a 1989 em Cambuquira.

Vídeo postado com autorização do autor JJ.Ocampo , em especial para o nosso blog.

Leia o que nos diz o autor sobre a sua história com nossa cidade:
Frequentávamos Cambuquira nos anos 70 e 80, e meu pai adorava filmar em super 8. Para homenageá-lo, converti seus filmes e estou postando no youtube.
Fique à vontade para usar o vídeo dele, mas desculpe pela imprecisão nas datas, não conseguimos mais saber a época do registro.
A lembrança era que ficávamos no Hotel Brasil (ou Brasília), da D. Dorinda, que talvez você conheça, e era amiga de meus pais.
Abraços.
Juan Ocampo.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Lea Ferreira Teixeira, cambuquirense e mãe do ex-prefeito de Varginha Mauro Teixeira.

Foto estampada na Policlínica do Bom Pastor - Varginha
Veja abaixo ela, o marido Mauro José Teixeira e familiares, entre eles o ex-prefeito (falecido)
Foto extraída do Guia de Varginha-MG

Cambuquira nunca foi "quilombo".


Cambuquira nunca foi "quilombo".

Nas minhas pesquisas sobre nossa cidade, não descobri nenhuma referência de que foram encontrados por aqui redutos de escravos fugitivos. Portanto, dizer que a origem de Cambuquira vem de um "quilombo" beira não só a irresponsabilidade como também demonstra a total falta de conhecimentos de nossa história.
Essas terras onde se localizam a zona urbana e grande parte da zona rural pertenceram por concessão da Coroa Portuguesa a dois personagens principais: Diogo Garcia da Cruz, esposa de Júlia Maria da Caridade e Tomé Martins Costa, tio de Tomé Martins Ribeiro, considerados estes dois últimos como fundadores do município de Três Corações. Diogo e Júlia é um dos meus penta-avós e igualmente "penta-avô" de muitos outros cambuquirense que têm o sobrenome "Lemes". Nós, os Lemes também descendemos, na maioria e não todos, de Tomé Martins Ribeiro, pai de Escolástica Joaquina do Monte Casino(ou da Ribeira) esta, esposa de Vicente da Silva Lemes, filho de José da Silva Lemes e de Rosa Maria Goulart (ou Gularte, conforme algumas grafias portuguesa).
A maioria dos negros existentes na cidade e descendentes dos primeiros africanos que por aqui chegaram tem suas origens mais remotas nos escravos de Manuel Borges da Costa e Ana Francisca de Jesus (esta, filha de Francisca Tereza de Jesus, filha de Diogo Garcia e Júlia Maria da Caridade.
Manuel, talvez por herança de sua esposa, era dono de grande porção de terras no lugar hoje chamado de Congonhal onde existia uma grande sede com senzala. Nesse local funcionava uma espécie de "depósito" para onde eram encaminhados os escravos recém chegados da Africa e adquiridos, provavelmente na cidade do Rio de Janeiro ou outro lugar, como Paraty naquele Estado, ou mesmo vindos diretamente das colônias portuguesas para os encomendantes.
Por outro lado, as filhas de José da Silva Lemes e de Rosa Maria Goulart, citadas no livro de Manoel e Tomé dos Santos Brandão, por sua vez, deixaram em testamento uma gleba na área urbana para os seus ex-escravos cujos descendentes receberam, mais tarde, uma outra gleba localizada entre o Marimbeiro e Miranda, especificamente no local chamado de "Garganta" onde até hoje vivem descendentes daqueles servos de Ana, Joana e Francisca da Silva Goulart (que não levaram o nome "Silva Lemes", pois este era o privilégio somente dos filhos homens, na maioria dos casos).
Um dos filhos desses ex-escravos chegaram aos nossos tempos: D.Zefa, João Cocão (apelidado de Couro de Jacaré) e alguns "afro-descendentes" residentes ainda na cidade com sobrenome "Tomás, Ribeiro, Silva, etc", nomes adotados dos antigos "patrões".
No Congonhal, existe uma grande quantidade de descendentes daqueles escravos trazidos pela Família Borges da Costa. Estes constam como "comerciantes do Séc. XVIII" em obra histórica, mas que na realidade o seu "comércio" se baseava sim na "importação"(tráfico) da África, que fez com que a família se tornasse uma das mais ricas da cidade da Campanha da Princesa.
Favorecendo ainda o argumento contrário à tese de alguns, existe ainda o fato de que a topografia por aqui não favorecia o surgimento de qualquer coisa semelhante, como aconteceu no "Quilombo dos Palmares" e em outros lugares.
A história, par ser levada a sério, deve ter mais bases sólidas e pouca ou nenhuma especulação.

Visite o blog da Familia Silva Lemes (http://silvalemes.blogspot.com) e conheça mais sobre nossa história (clique no destaque)

Neste blog dedicamos ao registro da genealogia, fatos e história desse clã. Na página, quem se interessar desobrirá que a maior parte da família descende diretamente de Manuel Borges da Costa, Tomé Martins Ribeiro e  de José da Silva Leme, este último quem deu o nome aos descendentes deturpado pelo tempo com o acréscimo do "s" vindo a se tornar Lemes como hoje somos chamados.


Gilberto Silva Lemes -
Texto reeditado.

domingo, 11 de setembro de 2011

Faça uma visita nas páginas mais antigas desse blog e no da Família Silva Lemes para conhecer melhor a história desta Estância e do seu povo.

E, se quiser contribuir com mais dados na forma de fotos, relatos históricos, documentos e causos. Pode fazê-lo. Para isso, basta entrar em contato com o administrador da página via link existente ou através de comentários com e-mail para resposta.
Vamos rescrever nossa história com base em fatos reais, provas e testemunhos.
Ah!...Faltou falar no blog dos 100 anos:
http://100anosdecambuquira.blogspot.com/
Um povo que conhece o seu passado é capaz de saber do seu futuro! (Pense nisso.)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

TESTEMUNHAS DE NOSSA HISTÓRIA - Walter Clementino Nunes



Walter, nos escreve diretamente de S.Paulo e indagou primeiro sobre nossa água Cambuquira. Depois tece alguns comentários sobre a sua relação com a nossa cidade... 

Veja abaixo.


Esqueci de te perguntar se a Água de Cambuquira será comercializada aqui prás bandas de S.Paulo.


Lembrei-me de alguns episódios do Hotel Globo como por exemplo, o Geraldão cozinheiro e que fritava uns contrafilés numa chama enorme que chegava a chamuscar o teto mas ficavam espetaculares. Também de um garçon de nome Dionísio que era muito prestativo e certa vez contratei uma menina que era filha dele para ajudar a tomar conta do meu filho, durante a nossa estadia no hotel.


Também me encontrei mais de uma vez com um médico do Rio de Janeiro que era cardiologista e se chamava Dr. Murilo. Me parece que ele e a esposa, se conheceram no hotel e começaram a namorar e deu no que deu. Eles eram muito queridos por lá e quando os proprietários e funcionários ficavam sabendo da vinda do casal, preparavam aquele pudim de claras com baba de moça que era feito lá no fundo do quintal num quartinho que possuía um fogão de lenha. Era uma sobremesa fantástica e preferida desses queridos cariocas.


Nós também gostávamosde visitar o observatório (abandonado na época) cujos moradores chamavam de "A casa da bola".Infelizmente a história de uma cidade não é feita somente de acontecimentos agradáveis e me vem na memória um episódio muito triste, do começo da década de 80 (seria 1982?), uma fatalidade com uma criança no pedalinho do Parque das Águas. Me parece que ela ficou presa debaixo da pá e não foi retirada a tempo. Foi muito triste pois tiveram que interditar o lago, cobrindo os brinquedos com lona preta.Outra pessoa que se hospedava nesse hotel era o ator João Sgnorelli. Por umas duas vezes encontramos com ele e a família por lá.
A última vez que fui a Cambuquira, o Hotel Globo já estava fechado (acho que foi em 1994) mas mesmo fora de atividade, consegui entrar pela porta frente e lá  estava um rapaz sentado ao piano tocando o Hino Nacional Brasileiro. Ainda estavam por alí as cadeiras de ferro vermelhas e amarelas, o cofre de aço, o relógio de parede, o prendedor de jornais, feito com madeira e tambem a máquina de cortar frios. Nessa última vez que fui (mas voltarei), fiquei hospedado no Grande Hotel Empresa.

Acrescenta depois em resposta ao meu pedido de permissão para postar o e-mail no blog:
Tudo o que te envio, pode e deve ser postado ao seu modo.


O Geraldão era o que denominamos hoje: um afro descendente e era tão alto quanto a chama do fogo ao fritar os deliciosos contra-filés, todavia não tão grande quanto a sua simpatia.
Tenho muitas fotos em papel e tambem os famosos slides.
Como era bom jogar tenis de mesa naquele subsolo do Hotel. Sem contar das garrafas de água que eram deixadas ao pé das portas dos quartos. Havia tambem mangueiras e no tempo desses frutos, gostávamos de dar as mangas aos bezerrinhos que por alí nasciam.
Logo pela manhã, o Arnaldo chegava com a sua picape Ford, trazendo leite, frangos, carne e outras coisas da sua fazenda e que eram consumidas no Hotel. O Arnaldo era muito amigo do Moupyr Monteiro (já falei dele no episódio do cão invadindo o quarto) mas, por ser uma figura impar, merece mais detalhes. Ele era jornalista aposentado e por não se entender direito com a família, residia no Hotel e o seu quarto era forrado com manchetes de jornais com reportagens dele. Foi correspondente de guerra, era alto magro e falava muito bem e sempre conseguia atenção a sua prosa. Uma vez cheguei dar carona para ele até São Paulo e depois de um lanchinho na minha casa, deixei-o no metrô. Ele vivia reclamando que enjoava do tempero da comida do hotel e por esse motivo era comum vê-lo no jantar do Cambuquira hotel ou do Elite, que dava atenção para um cardápio bem mais dietético.
Moupyr tambem era muito amigo do Sr. Marino que possuia uma loja de compotas, queijos e lembranças da cidade.
Acabo de me lembrar novamente do garçom Dionísio, morava no bairro de Lavras e como disse,sua menina ajudou a cuidar do meu filho, prestando serviço de babá enquanto aí estava e depois ela queria vir conosco para S. Paulo mas, minha mulher e eu não quisemos assumir essa responsabilidade. Quanto ao médico cardiologista, o Dr. Murilo, lembro-me que ele criticava as cirurgias cardiacas (muito em moda), segundo ele muitos casos seriam solucionados com medicamentos e dieta adequada e que esse procedimento cirurgico invasivo, deveria ser revisto.
Quanto ao Geraldão, quando fui a cidade em 1995, ele já havia falecido (se não me engano). Certo entretanto, eram algumas de suas especialidades culinárias e aqui vão: O famoso filé, com fritas, a cavalo, com legumes etc, o Espetinho `a crioula, carne bovina com pedacinhos de tomates e cebolas (inesquecível), o Filé de tilápia à cubana, trata-se do peixe tilápia com acompanhamento de banana frita (uma gostosura sempre servido à noite porque era depois do almoço que alguns moleques dos arredores, traziam as tilápias por eles pescadas. Frango das mais diversas maneiras sempre a noite e ainda a canja de galinha.
No café da manhã, além dos queijos (minas e prato fatiado naquela máquina já mencionada) os ovos quentes servidos naquele potinho específico e os doces destacando-se o de leite que era feito lá no fundo do quintal, onde se fazia o pudim de claras.
Tinha também um alambique que eu sempre trazia alguns garrafões para presentear amigos.

Walter Clementino Nunes - São Paulo.


Nesta Segunda-feira passada, ele acrescenta:



Lembrei hoje pela manhã, de um personagem muito importante ligado ao Parque das Águas da cidade.
Trata-se de um fotógrafo que ajudava a eternizar os nossos momentos. Eu mesmo tenho diversas fotos com a minha familia executadas por ele.
Seu nome era Coly ou Colie. Era alto e magro. Fumava cigarros Minister e carregava o maço no ombro abaixo da camiseta. (como se fosse ombreira)
Era exigente pacas e era comum ele mandar os pretendentes a foto que voltassem no dia seguinte com caras mais alegres. Ele não tinha pressa de fazer as tomadas, tudo devia estar como ele gostava e porisso mesmo seu trabalho era muito bem feito. Depois de devidamente pagas as fotos eram enviadas pelo correio uma vez que na epoca não se tinha as facilidades de hoje.
Fotografava em cores mas gostava mais do branco e preto. O seu "studio" era um espaço aproveitado pelo aclive da rua. Uma especie de gruta. (1982, 1984)
A frente, ficavam os cavalos e as charretes de aluguel.
Quando aí estive pela primeira vez, em janeiro de 1975 fomos minha mulher e eu, passear com uma charrete cuja égua se chamava baiana. Quando voltei a segunda vez, me disse o proprietário que ela havia morrido.
Dentro do Parque, a direita de quem entra, havia um viveiro com um tucano de bico amarelo. Tenho foto do meu filho ao lado dele. (1978)
Por enquanto é só mas á medida que a memória vai me ajudando, envio mais