sábado, 7 de março de 2009
Uma história da foto da Banda de 1918.
Resolvi postar novamente a foto acima depois de uma bela história que recebi via e-mail de uma carioca de sangue cambuquirense, que me fez viajar no tempo, mesmo não tendo vivido naqueles tempos áureos de nossa Estância.
Assim, vai aí a história literalmente como foi contada:
Meu nome de solteira é Solange Martins Ribeiro e quem aparece na foto da banda Furiosa de 1918, o terceiro da direita para a esquerda sentado, é meu avó, que também era alfaiate famoso na cidade. Fez terno até para presidente da república, como Arthur Bernardes. Seu nome: Télio Barboza Martins, pai de minha mãe. Sua alfaiataria chamava-se A Tesoura Elegante, ficava na subida da igreja do lado direito e ainda hoje, conserva suas linhas arquitetônicas. A casa onde minha mãe nasceu e ele morreu, jovem, aos 38 anos,vítima da tuberculose, ainda está de pé, na rua Julio kalil, em ruínas.
Télio Barboza Martins, também era filho de um artista ilustre da cidade de Cambuquira. O desenhista, pintor cenógrafo e músico João Bonifácio Barboza Martins.
Nasci no Rio de Janeiro, onde moro, e como desde menina desenho e hoje trabalho com pintura, fiz uma pesquisa sobre este meu bisavô. Eu cresci ouvindo minha avó(esposa do Télio) dizer que eu parecia com ele, por gostar de gatos e de Arte.
Tenho uma foto de João Bonifácio extraído de um livro de um Padre, sobre Cambuquira, foto de um auto-retrato a crayon que se encontra na biblioteca de Campanha, e foto de um retrato também a crayon, feito por ele, de uma veranista.
No foto também aparece Benjamim Lemes, que foi Coletor Estadual na cidade naqueles bons tempos (indicado pela seta)
quinta-feira, 5 de março de 2009
UM PORTAL PARA "BELLE EPOQUE" DA ESTÂNCIA.
Não é possível olhar para essa foto sem pensar numa viagem no tempo. Quem não viveu nos tempos áureos da Estância e quem a presenciou, com certeza, ao ver essa imagem, indubitavelmente vai penetrar no portal em pensamento para fazer uma pequena visita ou fugir dos dias de hoje para tempos bem melhores.Por enquanto, o homem não foi capaz de criar uma "máquina do tempo" mas essa aptidão humana de voar pelo pensamento nasceu com o primeiro homo-sapiens e todos somos capazes de ir além da foto.
Se você tem alguma dificuldade de imaginar por nunca ter tido contato com essa história fotográfica de nossa terra, apresento neste blog um pouco dessa história visual graças a várias cooperações, até aquelas vindas do exterior. São fotos de arquivos de família, outros que estavam perdidos nas gavetas que agora são mostradas para todos.
Muitas dessas fotos foram tiradas por vários cambuquirenses como Mamede, Armindo Lemes Costa, Doutor, Daniel Fonseca, Cole e irmãos, além daqueles diversos turistas que vinham constantemente à nossa cidade e aprenderam a gostar dela. Não podemos nos esquecer de citar aqui Waldir Rodrigues, já no nosso tempo, com os seus principais registros fotográficos, alguns postados neste blog com a sua autorização, aquele que sabe bem destacar as belezas naturais desta Estância de todos nós.
Algumas fotos também contam as histórias particulares de algumas famílias que migraram para Cambuquira e por aqui deixaram raízes. Entre elas: os "Möller", os "Cattapreta", os "Lemes" e outros que com certeza virão em qualquer dia...Bem! É o que acho e espero acontecer.
Para aqueles que já conhecem o blog, sempre haverá uma novidade. Para os que o visitam pela primeira vez, garanto que, se conheceram a cidade morena, motivo dessas fotos e deste blog, vão gostar dessa viagem pelo tempo como o observador do "túnel do tempo" nos moldes daquela velha série de tv.
Continue....vá clicando nas fotos para ampliá-las e ver os detalhes! E, quando chegar na última foto desta página, clique na linha postagens mais antigas e assim por diante até conhecer um pouco mais dessa história que tento contar.
Foto: Arquivo Municipal e autoria provável de Armindo Costa.
segunda-feira, 2 de março de 2009
Bairro da Lavra na tela de Anita Malfatti.
Esta obra pertence atualmente ao MAC/USP - doado por Pola Rezende
domingo, 1 de março de 2009
BAIRRO DA LAVRA
Já que foi divulgado no blog Cambuquira uma foto atual do Bairro da Lavra, aproveito o ensejo para reeditar aqui no Estância o mesmo bairro há quase 100 anos talvez, no seu nascimento ainda como os lotes invadidos que mais tarde teriam sido legalizados pela prefeitura com a venda aos posseiros. Aproveite a oportunidade e compare as fotos e ainda tente identificar as moradias que ainda existe com os herdeiros daqueles primeiros habitantes dessa área da cidade.Por exemplo, a casa branca em destaque que pertenceu a D.Tereza Araújo, hoje pertence aos netos, filhos de Mazico(Itamar Rodrigues de Souza).
Foto: Arquivo Público - autor desconhecido.
Vista Parcial vista da colina da Figueira.
Se observar bem, verá no fundo o antigo barracão onde se engarrafava já naquele tempo nossa água mineral. Por outro lado, já existia um esboço de rua que mais tarde se tornou a Av. Júlio Calil, parte da atual João de Brito Pimenta e também um velho hotel que virou o Hotel Empreza (hoje Grande Hotel Trilogia).
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Adeus ao último boêmio!...
Faleceu em Cambuquira aquele que a comunidade tinha como o último boêmio da cidade, Dodinho.Um eterno apaixonado pela noite e pelas músicas nos deixa mais um vazio na cidade que há algum tempo já sentia a sua ausência nas ruas do centro. Impossibilitado de caminhar, Dodinho estava preso a uma cadeira de rodas sem poder sair de casa.
Como músico participou ativamente dos áureos tempos da Estância, quando inclusive conheceu uma turista que se encantou com ele e por ela ele se apaixonou. Prova disso era que carregava consigo uma das últimas cartas da amada que ele fazia questão de ler para os amigos. Ele dizia que desse amor nasceu uma filha que mais tarde virou atriz famosa (também já falecida) que no entanto viveu e morreu sem saber o nome do seu verdadeiro pai. Fato ou boato, verdade ou mentira, a história fica aí como um registro desse homem que soube viver ao seu modo.
Adeus Dodinho! Que o pessoal do andar de cima saiba aproveitar os seus dotes e num encontro com os antigos membros do Conjunto Serenata, seus amigos residentes por lá há bem mais tempo, possam relembrar os bons tempos da nossa velha Cambuquira.
Leia matéria sobre Dodinho e colegas de conjunto publicado neste blog (clique!)
domingo, 8 de fevereiro de 2009
CARNAVAL DE 1988.
Fonte: A Estância- Enviado porPeter e Thelma Silva (London-UK)
CONJUNTO SERENATA DE CAMBUQUIRA.
Fonte: Jornal A Estância/enviado por Peter e Telma - London UK.
No texto Suely comenta alguns dos personagens de nossa história, que infelizmente já se foram e a saudosa existência daquele grupo de serestas. Armando Gardona, um dos membros, cita ela, era conhecido nos velhos tempos como Armando Coisa-Ruim, Peru, Meio dias em Ponto, Vermelhão e Lúcifer devido a sua tez avermelhada herdada das suas origens italianas.
Dr Ernani, que se tornou cambuquirense de fato, contou ela já vinha à Cambuquira desde 1918 no colo da mãe, turista carioca assídua desta Estação Hidromineral.
Para ver imagem da página do Jornal A Estância, CLIQUE AQUI!
Nota: Esta foto só foi possível graças à contribuição de Telma M.P. Silva, cambuquirense residente em Londres que gentilmente nos enviou o exemplar tirado dos seus pertences, uma relíquia que faz parte do seu passado.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
As quatro fontes nos anos 50.
Fonte Magnesiana antiga.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Cambuquira nos anos 60
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Fonte e Hotel do Marimbeiro.

Esta foto retrata como era a Fonte do Marimbeiro (anos 40) com o hotel de mesmo nome no alto da colina.
A história desse hotel é muito triste: "contam que os proprietários para deixá-lo pronto para funcionar se endividaram junto ao Banco do Brasil mas não conseguiram pagar a hipoteca. O banco tomou o patrimônio para pagamento e deixou o hotel fechado por anos e anos, talvez por causa das seguidas demandas judiciais. Assim, tudo que estava nele (móveis, colchões, roupa de campa, etc) e o próprio prédio se deterioram com o passar dos anos."
No fim dos anos 70 a propriedade foi adquirida e o novo proprietário demoliu o prédio, restando somente o nome "Fonte do Marimbeiro" como denominação do bairro ali existente hoje.
Com relação à fonte, ela foi remodelada na mesma época, que infelizmente quase foi destruída no ano passado (2008), necessita de uma obra de proteção prometida pela empresa estatal responsável pelo patrimônio.
Faleceu Manoel Luiz Costa (Neneco).
Clique na imagem para ampliá-la!
Neneco faleceu na última semana de janeiro/2009, deixando uma lacuna no futebol cambuquirense. Apaixonado que era por esta categoria de esporte, sempre foi figura de destaque no Estádio Municipal da cidade onde treinava dezenas de garotos do "Leão do Sul" e outras equipes suas, que exibiam a arte aprendida com ele. Na foto, ele é o segundo(de pé) da direita para esquerda.
Neneco e os garotos ficaram impedidos de treinar e jogar no Estádio por quase dez anos por uma "obra inacabada", cujo campo só foi reaberto no fim dos ano passado(2008). Na inauguração, lá estava ele com os olhos brilhando a admirar a bola que ele tanto gostava de novo rolar pelo tapete verde.
Comentários dos seus ex-alunos de futebol:
1)Realmente, foi um desportista fenomenal, que nos deixa saudades, pelo seu futebol;sua destreza e dedicação como técnico; como pessoa, sua humildade, simplicidade,amizade. Seu uniforme, azul claro, a coloração do infinito, nas tardes de domingo.... Sua presença marcante nos treinos e nas disputas dos torneios que participávamos. Que o "Senhor," esteja vibrando com as defesas do zagueiro Neneco,do Cambuquira. Creio que ele esta muito bem, pois elementos assim são titulares em qualquer club....
(Ernani Reis)
2)Acho que deveriam fazer uma homenagem ao Neneco.
Foi o meu 1º técnico de futebol (isto lá se vão pelo menos 45 anos).
Fica aqui a nossa saudade. (Hércules)










