Vamos lutar pela volta do trem?

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"Não se apaga a história. Muito menos os documentos históricos, que nada mais são do que os registros dos fatos que ocorreram no passado. Quer eles sejam agradáveis ou desagradáveis." juíza de Direito Hertha Helena Rollemberg Padilha

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Que matem a saudade ou que ela os matem!







Da esquerda para direita.
Em pé: Edmundo,Mulatão,Eufrásio,Newton Manes,Ademir,
Juvenal,Daniel,...,Reinaldo,Pulga.
Agachados:Teleketi,Boy,Hercules,Roberval,Denis,Tuca,Cafezinho,...,Riqueta, Barrica.

contribuição de Hércules Vinicius Maia
clique na foto para aumentar.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

UMA VIAGEM NOS PRIMEIROS TEMPOS DA ESTÂNCIA.

Esta é tida como o mais antigo registro fotográfico de Cambuquira.
Datada do fim do século dezenove, mostra que algumas casas surgiram ao longo da estrada que ligava as fontes à sede da cidade da Campanha da Princesa.
O sobrado com aparente comércio na parte de baixo, localizado na esquina do que é hoje a Caixa Federal,
pertencia a Antônio Joaquim da Silva Lemes, pai do capitão Cláudio, patriarca dos Lemes da Fazenda dos Lobos.

Embora, a de cima seja considerada a mais antiga, esta me parece ainda mais velha. Nota-se aqui que mesmo sendo de outro ângulo, havia poucas casas, menos do que demonstra a anterior.


Aqui no começo do século XX a cidade projetada, a primeira da região, já se mostrava diferente dos demais municípios vizinhos.
Nessa época já tínhamos a ferrovia que trazia e levava turistas e riquezas. A cidade ainda não tinha iluminação pública, que devia ser feita por lampiões.
A pequena capela construída pelos Lemes com ajuda dos seus primos Martins e o patriarca da Família Casimiro já existia no alto da colina.



ANTONIO JOAQUIM DA SILVA LEMES foi casado com uma das filhas de Manoel Borges da Costa, Feliciana Maria de Jesus. Ele era filho de Vicente da Silva Leme e Escolástica Joaquina do Monte Casino ( ou da Ribeira), da família Martins Ribeiro.
Conforme descreve seu neto José Guimarães, em sua obra "As Três Ilhoas", Antônio Joaquim constava como inscrito na reserva da Guarda Nacional em 1860, por ser de idade avançada.
Nasceu em 1808 na cidade da Campanha da Princesa. Bernardo Saturnino da Veiga, ao escrever sobre Cambuquira no Almanaque Sul Mineiro de 1874, disse que ele era um dos benfeitores do lugar e que um dos benefícios foi a construção da primeira capela dedicada a S.Sebastião- notícia essa transcrita no Anuário de Minas Gerais de 1913. Faleceu em 15.02.1879.
Sua esposa, depois de sua morte, adquiriu a Fazenda Pega Mão entre S.Gonçalo do Sapucaí e Monsenhor Paulo, vindo a falecer em 25.05.1894.
Mais dados sobre sua descendência vá à página dos SILVA LEMES >>

RODOVIÁRIA ANTIGA


A foto ao lado é da Rodoviária antiga de Cambuquira. Nela embarcaram e desembarcaram milhares de pessoas, turistas, cidadãos e famílias da cidade que se foram, outros que voltaram a visita ou regressaram para terra natal.
Nesse espaço o velho João Maurício com a sua jardineira inconfundível estacionava depois de uma demorada viagem oriunda de S.Gonçalo do Sapucaí.
O velho motorista e proprietário daquele ônibus era uma figura pitoresca. Dotado de paciência além da conta, e que deixava alguns "impacientes" chegava esperar os tripulantes da roça que ainda vinham pelos trilhos no meio do campo com sua galinhas, abóboras e outras tralhas.
Dizem que Amilcar Almeida tinha como projeto transformar o local em um terminal turístico onde os ônibus de excursões estacionariam e ali mesmo já teria o primeiro contato com o nosso artesanato.

PATRIMÔNIO PÚBLICO DESPREZADO.




















Esta é uma das últimas fotos da Casa de Rodolfo Lahmeyer ainda parcialmente preservada.
Hoje, desde a tirada do telhado, árvores nasceram em seu interior e já apresentam grande porte, prova do descaso dos gestores para com a história de nossa cidade.


Na gestão "Pudim" tiraram-lhe o telhado com a promessa de fazer uma reforma geral no patrimônio. Mas, o afastamento daquele prefeito e a crise que se abateu sobre a administração local fez com que a casa ficasse à mercê do tempo. Já são mais de seis anos de abandono. E, o pouco que restou do prédio, que hoje se resume hoje às paredes, ainda não foi ao chão devido à qualidade da obra.
Lahmeyer foi o protagonista de um sonho perdido no tempo de fazer essa estância um lugar próspero. Tomé e Manoel Brandão na obra "Cambuquira Estância Hidromineral e Climática" o descreveu bem e a sua agonia nos tempos da ditadura Vargas.

Granja Maroim (Chácara das Rosas)

Completava a Vila das Rosas (hoje chamada Chácara das Rosas) o conjunto da Granja Maroim, propriedade na qual empregava o Dr. Rodolpho Lahmeyer elevada soma de energias e capitais, onde possuía um posto de criação de gado da raça Jersey, que destinava ao suprimento da leiteria que pretendia estabelecer para exploração do leite e seus derivados.
As pocilgas de criação, estabelecidas na zona do Marimbeiro, onde se estendiam em longos corpos de edifícios, de uma extensão de 200 metros, possuía o Dr.Lahmeyer porcos da raça Duroc-Jersey, cujo núemro de exemplars puro sangue, em pouco tempo se elevava a mais de um milheiro.
Contígua ao estábulo, a fábrica de banha e subprodutos do porco, com as instalações necessárias a tal indústria, entre as quais frigoríficos, câmaras de defumação para "bacons", presuntos, salsichas, etc., e a fábrica de latas para acondicionamento dos produtos.....

O resto da história é muito triste: com a falta de milho para tratar dos animais da granja, o proprietário daquele empreendimento resolveu importar milho da Argentina, que foi confiscado pelo Governo da República. Estava decretada a falência do complexo agro-industrial da cidade.
Lahemyer sem ter como tratar dos animais possou a abater as matrizes. A dívida se avolumou.
A propriedade foi adquirida pelo Governo do Estado "à preço de bananas".
Mais tarde parte da propriedade foi transferida ao município, onde está o ginásio, sede do DER, Rodoviária e a casa abandonada. Outra parte, a da granja propriamente dita, se transformou na Fazenda da Epamig, que apesar de esforços e pedidos da população, foi vendida pelo Estado no Governo Newton Cardoso e seu gado holandês pó/pc arrematado por alguém de fora. Os novos proprietários ainda ensaiaram fazer naquele lugar um loteamento que não saiu do papel.



O ROMEIROS PIONEIROS DE CAMBUQUIRA.

A foto ao lado é representa uma das tantas romarias de cambuquirenses à Aparecida do Norte.
São bem mais de meio século que essa gente faz esse percurso, alguns com muita fé, outros com espírito esportivo. Mas, que deixaram a sua marca como os primeiros da região com essa iniciativa de fé.
Não conheci a maioria, e espero que os internautas me ajudem.
Identifiquei poucos. Arrisco-me a dizer que da direita para esquerda estão Sr. Salvador Manes, depois Arnaldo Pereira. Acima, encostado na coluna está o Sr. Armando Almeida.

O quarto sentado da esquerda para direita parece ser Wilson Bastos.......

terça-feira, 29 de julho de 2008

SALVE RAUL SÁ ! Um agradecimento pela energia elétrica.

A foto ao lado, nos enviada por Marília Noronha, sobrinha-neta do primeiro prefeito da cidade, datada de 1910, demonstra uma rua do centro toda iluminada, onde também se vê uma faixa com um "SALVE RAUL SÁ", deve ter sido tirada no dia da inauguração da iluminação elétrica em Cambuquira.

De acordo com o descrito na página 35 do livro Cambuquira (de Tomé e Manoel Brandão), a administração de Raul Sá, tendo aceito a primeira proposta que lhe foi apresentada, do Leonardo de Freitas, o qual, de sociedade com o Sr. Pedro Nicola, da cidade paulista de Mococa, a 12 de outubro de 1910 inaugurou o serviço de iluminação, com uma usina de motor movida a lenha.


Essa usina, conforme fotos que levantamos, localizava-se onde hoje está instalada a empresa Pré-Moldados Material de Construção Ltda.
Fontes: Cambuquira Estância Hidromineral e Climática (ed. 1958), Memórias (obra do Pe. Antônio Ferreira - 1920)

segunda-feira, 28 de julho de 2008

ACADEMIA SUL MINEIRA DE LETRAS.

A 20 de Julho de 1939, um grupo de intelectuais, a esse fim convocados pelo Dr. Jorge Beltrão, patrono dessa idéia, em solene sessão, realizada no edifício do Fórum local, levou a termo a fundação da "CASA MACHADO DE ASSIS", denominação que a princípio lhe foi atribuída. Essa agremiação no intuito de promover o culto literário no meio social de Cambuquira, votou e aprovou os seus estatutos, dos quais o art. 1º lhe determinou, em definitivo, a denominação, que passou a ser: - ACADEMIA SUL MINEIRA DE LETRAS - constando desse mesmo art. 1º - sem caráter político, religioso ou especulativo.
constituíram a sua primeira Diretoria os Srs.: Presidente:Dr.Jorge Beltrão; Vice: Dr. Marcos Coelho Neto; secretário: Dr. João Silva Filho; tesoureiro: Dr. Manoel Dias dos Santos Brandão; 1º Bibliotecário: Dr. Thomé Dias dos Santos Brandão. (Fonte: Livro Cambuquira, Estância Hidromineral e Climática).
A foto e de Julho de 1945 - numa das reuniões do grupo.

ZEQUINHA E QUINZINHO.


Esses dois homenzinhos, entre as crianças, são Zequinha e Quinzinho, que apesar da pequena estatura, representaram, e bem, nossa cidade lá fora.


Eles formavam uma dupla caipira que fez muito sucesso no rádio e televisão. Chegaram até participar de alguns programas humorísticos.

Não sei os seus nomes completos, nem de qual família eram originários, registro que a história da cidade deixou de fazer e que agora tento resgatar.


LOCOMOTIVA 314

Esta é a locomotiva 314 da Rede Mineira de Viação. Ligava S.Gonçalo do Sapucaí ao Circuito das Àguas, passando por Campanha, Cambuquira, Lambari.....Trazia e levava riquezas de lá e daqui.
Num negro dia, políticos reunidos no Rio de Janeiro, ou sei lá onde, decidiram que algumas locomotivas deveriam parar, os seus trilhos arrancados ou abandonados para os saques dos vândalos.A Estação Ferroviária novinha em folha, construída ao estilo JK, abandonada.

E, abandonada ficou até hoje, depois de servir de quartel da PM, escola e abrigo de mendigos.
O Brasil começava a abrir caminho para os veículos movidos aos derivados de petróleo.
Mas, mesmo sendo um erro, outros governos repetiram a mesma pena e outras locomotivas viraram sucatas.Na região, ainda hoje se pode ver trilhos abandonados, onde quase nunca, ou nunca mesmo, passam trens. Mesmo as cidades mais prósperas de nossa região, há muito tempo, só vêem os ferros postos no chão......
Cambuquira começou a sua viagem "em ré", que não é uma nota musical, acompanhada de outras dezenas de cidades que tiveram essa artéria arrancada.O trem que trazia progresso não teve condições de voltar e levou o futuro para bem longe.

ESSA GENTE BONITA FAZ PARTE DE NOSSA HISTÓRIA.

Conforme me informou Marília Noronha, a foto acima é da Familia Noronha:o seu avô Oscar Sá de Noronha,Vovó Ester Sá de Noronha e filhos: Da esquerda para a direita: Roberto Sá de Noronha,Luis Sá de Noronha, Madalena Sá de Noronha,Oscar Sá de Noronha Filho(que foi Dep Federal),Amália Sá de Noronha,Jorge Sá de Noronha (pai de Marília, que também foi um dos prefeitos de Cambuquira).
Aliás, como já postei no blog, Jorge Noronha foi um dos cambuquirenses mais apaixonados pela cidade. Dizem que quando ia visitar a filha que mora em Santos-SP, já na saída da cidade começava a suspirar já sentindo saudades da sua terra natal.
A residência do Sr Oscar e D.Ester ficava onde hoje se localiza o Posto Petrobrás, no centro da cidade.
ABAIXO
JORGE NORONHA, PREFEITO DA CIDADE DE CAMBUQUIRA RECEPCIONANDO JK
E A VISITA DE GETÚLIO VARGAS. E, DEPOIS, COM TANCREDO NEVES EM CAMBUQUIRA.


Na foto onde figura Jorge Noronha ao lado de Tancredo, estão na ponta Joaquim Calixto.
Creio eu, o segundo seria Antônio Oliveira, esposo da Prof.Dóris Fonseca e seu filho.

CONHECE ESSES ATLETAS?

Alguem conhece alguem nessa foto?

conforme informações de José Mafra (Casa Mafra):Em pé - esquerda p/direita; Rubens da farmácia, Zica (irmão do Celinho Soldado), Pingo Clementino, Paulo do Poderoso, Ernane Reis, Rui Capeta, Toquinho Rezende, Rogério Barros, Newton Manes e Fusca Fonseca./Agachados - esquerda p/direita; Luiz Justino, Ricardo (Prego do Catete), Becão, Dulval (jacaré), Antônio Galo, Zé Maria da Caixa, Mauro Trapatoni.
Garotos - Marcio e Marquinho Manes
Ano provável da foto: 1967.

Já nessa outra foto, pude identificar:
Paulinho Totti, o segundo da dir/esquerda; Paulinho Chamorro, o quarto da dir/esq. ao lado de Digolí, depois Belchior...
Abaixo, o primeiro me parece o "Dei"...........,............

sábado, 28 de junho de 2008

O PROFESSOR QUE FOI ABDUZIDO.

Zé Gordo,o professor que foi abduzido.

Há pessoas que passam pelo mundo como nuvens negras que deitam tempestades e são assim lembrados. Outros, porém, se os comparamos dessa forma são nuvens alvas que não passam sem deixar boas lembranças e saudades nos lugares em que viveu. Assim é a imagem do personagem que relato abaixo.

Um personagem que o povo não esquece em Cambuquira chama-se João Raimundo Rosa, para os íntimos: Professor Zé Gordo, Zé Louco, hoje residindo em sua cidade natal, Pouso Alegre.
O tempo parece que parou para o professor. Com a mesma feição alegre de sempre, muito espirituoso, ele e sua esposa nos receberam para um longo papo na sua residência.

Naquele dia, ele indagou sobre nossa cidade. Lembrou os fatos de quando viveu no Bairro Regina Coeli, seu envolvimento político e as iniciativas que deram dor de cabeça. Dor de cabeça? Que nada! Zé parece que não levava muito a sério aqueles problemas ou sabia superar tudo de letra sem se estressar. Lamentou que a cidade tem decaído tanto, a politicagem de alguns personagens que nem merecem serem citados pelo mal que fizeram à Cambuquira, etc.,etc.
E, que durante o tempo que viveu em nossa cidade vestiu verdadeiramente a camisa de cambuquirense. (Aliás, acrescento eu, muito mais do que grande parte dos conterrâneos da Estância!.)

Zé Gordo, o personagem de uma história verídica, é o professor que foi abduzido.
José casado com D.Wilma Cortes, servidora fazendária do Estado, tiveram dois filhos: Chico e Carina. Durante 10 anos residiram na cidade onde sua esposa exercia um cargo de confiança de Coordenadora do SIAT (SEF/MG) enquanto ele trabalhava de professor na Escola Estadual, na Faculdade de Odontologia de Três Corações e depois na unidade da UEMG-Lavras. Nessa última cidade, por ocasião de sua aposentadoria, recebeu em homenagem o seu nome dado a uma ala, cuja foto ele ostenta com muito orgulho na sua de sala estar.

Como aconteceu essa virtual abdução?

A história do professor e sua “abdução” por alienígenas em nossa cidade aconteceu por volta dos anos 80, muito antes do ET de Varginha. Isso prova que a cidade deve ter sido visitada por extraterrestres muito antes.Mas, os cambuquirenses, ao contrário dos nossos amigos daquela cidade, não souberam aproveitar essa “deixa” que hoje gera “royalties” (Repetindo as palavras do professor.). E, Varginha hoje é conhecida no mundo inteiro como a cidade do ET.

“O evento Aliens” em Cambuquira aconteceu quando o professor brincalhão que era comentou com os alunos que ele teria sido abduzido por tripulantes de uma nave que descera na cidade. E, para provar o fato para os incrédulos, eles voltariam em tal dia. 19 era a data.
Chegou o dia, os alunos do Colégio Estadual já se organizavam para assistir o reencontro entre aquele terráqueo e os seres espaciais. Poucos tiveram a coragem,ou não acreditaram nas palavras do professor, a não ser Pasteur, Mauro, Picka e Magali, além de Jorge Mafra, o Coruja, que o acompanharam nesse “contato imediato do terceiro grau”.
O grupo foi esperar o grande momento saboreando goles de vinhos lá pelos lados do Marimbeiro, perto da Fonte de Água Mineral, ponto marcado para o eventual encontro intergaláctico.
O tempo passava e nada de ET, nem nave. As pessoas que estavam por lá já ficavam impacientes. Enquanto isso, na sua residência, D.Wilma, sua esposa, aflita não dormira naquela noite. E, lá pelas três horas da manhã nem sinal do marido. Os filhos, Carina e Chico já começavam a chorar com medo de que o pai tivesse ido literalmente para o espaço numa viagem sem volta. Nem barulho do fusquinha do professor que podia ser ouvido de longe com o silêncio daquelas altas horas. O tempo passava e o galo já começava a cantar.
Já estava quase amanhecendo quando o professor chegou a sua residência e contou o que havia acontecido.

“Enquanto todos olhavam para o céu, de repente uma luz veio do nada e, em “zigue-zague” planou em direção do grupo a indicar que uma possível aterrissagem poderia acontecer. Mas, da mesma forma que veio partiu rumo ao infinito desconhecido, adiando mais uma vez esse encontro histórico.”

O fato, conforme testemunhas, realmente aconteceu e deixou prova de que alguma coisa, além de nossa imaginação, habita mesmo o cosmos. E,naquele dia quase atendeu aos apelos do professor.

Não fora dessa vez que outros mortais puderam compartilhar desse encontro. Pois, “alienígena esperto não dorme no ponto!....”

Quanto à abdução anterior...Isso continua sendo segredo do professor. E, ele nem afirma e nem nega o acontecimento.
(Foto de Szabó na obra do Observatório)
Nota:

O texto acima representa a mais pura verdade afirmada não só pelo nosso personagem principal mas também por todos os seus colegas daquele grupo de observação.
Por outro lado, Cambuquira, onde se localiza o Observatório Centauro, obra idealizada pelo Húngaro Sigmund Szabó, há muito tempo tem atraído a atenção de estudiosos das áreas de Astronomia e Ufologia. Esse não foi o único exemplo de fatos acontecidos dessa natureza. Várias pessoas têm relatos de que coisas curiosas acontecem naquela área, principalmente entre o Monte de Santa Quitéria e a Serra do Piripau (um ponto para Asa Deltas e Para-pentes). Meu avô, por exemplo, Estevão Horácio do Prado, na década de 30 que trabalhara como chefe de operários do município na construção da captação da água da cidade na Serra das Águas, foi testemunha de um evento dessa natureza. Contam os familiares que provocada por gestos e palavras, por parte alguns operários, uma luz que os acompanhava durante a caminhada numa madrugada rumo ao cume da serra, de repente investiu contra aquela fila indiana de trabalhadores atravessando os seus corpos ou “zigue-zagueando” entre as suas pernas.
Naquele dia ninguém trabalhou. Todos doentes, com o corpo dolorido, alguns dos quais com diarréia, tiveram que tomar o caminho inverso e voltar para cidade.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Os jogos abertos de 1958 c/Laice Simoni, Miss Objetiva.

Este recorte de revista de 1958 mostra como Cambuquira era naqueles áureos tempos, quando a cidade realizava os Jogos Abertos de Inverno, com a participação de times de Vôlei, Basquete e outras modalidades vindos dos mais diversos lugares do país.
Na praça de Esporte da cidade apresentavam times do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e de outras cidades.
Flamengo, Vasco, Botafogo, Flumense, Olímpico, Tietê, Atlético Mineiro, Paulistano, Adamus, Ginástico, São Carlos, América e Banco do Brasil abrilhantavam os jogos no CTC.
Na foto estampada está Laice Simoni, miss objetiva que representava bem nossa cidade.
Clique na imagem para amplicar e ler a nota daquela revista.
*recorte tirado do Cambuquira.org.

domingo, 8 de junho de 2008

MANES uma estrela nascida em Cambuquira.

Em 1953, o senhor Vicente Manes, leu num jornal que o presidente mundial da Mercedez-Benz viria ao Brasil para fazer os seus primeiros contatos para a implantação de uma unidade montadora em nosso país. Não perdeu tempo e partiu para S.Paulo para conhecer o projeto e sondar as possibilidades de ser o representante daqueles caminhões na região.
Foi assim que Cambuquira ganhou a primeira concessionária da marca no Brasil, como contava o seu filho Newton Marques Manes, pai dos atuais administradores da empresa, hoje localizada à margem da Fernão Dias.Lá os netos Newton Raimundi Manes e seu irmão Marquinhos, comandam essa concessionária que apesar de estar lá ainda é uma empresa cambuquirense.


NOTA: Recebi recentemente a notícia que a empresa fora vendida a um grupo maior que tem várias unidades no Brasil - Desta forma, encera a história de mais uma empresa cambuquirense.

Infelizmente, apesar dessa história bonita, nossa cidade, com o progresso de T.Corações e a estagnação de nossa cidade, a empresa foi forçada a se mudar para aquela cidade vizinha, tornando-se mais uma lembrança para os cambuquirenses.

Essa e outras empresas que migraram formam um elenco de várias outras que se foram, diminuindo a arrecadação de impostos, oferta de empregos e deixando nossa cidade mais pobre.

Os políticos, na sua maioria pouco ou nada fizeram para mudar essa tendência. E, o pior nem o turismo, antes principal fonte de rendas e tributos diretos e indiretos, recebeu a atenção especial que deveria receber. Nossa cidade se transformou na “cidade do já teve”, especificação essa que está difícil de mudar se não mudarem as cabeças que comandam a cidade.

Para ilustrar, se é que podemos assim dizer, para quem não se lembra recordo aqui: Omar(Organização Manes de Automóveis e Representações) que era uma concessionária da Volkswagen, também da Família Manes, Café Cambuquira, fundada por Fred Möller e vendida depois aos sócios Habib & Calil, Gava, metalúrgica fundada em Cambuquira por Gerson, Armando e Valias, hoje em Conceição do Rio Verde, Met.12 de Outubro, fundada por Aloísio do Prado e sócios, hoje em Campanha, Panaex, fundada por Amedeo Pannone e Angelo Colozza, hoje desativada e parte em Itanhandu, etc...etc....

terça-feira, 3 de junho de 2008

A VERDADEIRA HISTÓRIA DA CASA INJUSTAMENTE CHAMADA DE "MAL ASSOMBRADA".





Do passado conseguimos trazer até o presente aquele sobrado imponente no alto da Fazenda do Retiro, de onde se podia ver os dois lados da colina, assistir o nascente e o por do sol, paisagens nunca vista igual na sua França natal.
Com certeza foi essa a ideia de Charles Berthaud quando escolheu aquele lugar para construir sua casa. Tudo ali era de primeira e importado da sua terra, desde as telhas, as janelas, as escadas, o assoalho de pinho-de-riga que ninguém conhecia por essas paragens. Todo o conforto ali teria. A água pura e cristalina bombeada de um poço profundo( que ainda existe no terreno dos Siebert)servia a cozinha, banheiro e o laboratório. Para não poluir os lençóis d'água todo o esgoto da residência era tratado em fossas cépticas distintas para cada setor(residência e laboratório). Um jardim de rosas e trepadeiras, uma das quais cor de rosa sobreviveu aos tempos e foi arrancada nos anos 60 para construção de uma casa no bairro, essências aromáticas e outras plantas medicinais e frutíferas aclimatadas completavam o vasto pomar da chácara.
Depois de um estafante dia, quando atendia várias pessoas que apareciam na cidade em busca da cura pelas águas minerais em conjunto com as poções químicas do médico, o Francês se sentava na varanda e contemplava o sol ardente e vermelho a se por pelos lados de Campanha. Nas noites de céu aberto lá estava ele na varanda a observar as estrelas, os planetas e a lua que vagava pelo infinito, fato esse que encantou outro estrangeiro muitos anos depois, Sigmund Szabó, que ali perto daquela casa francesa iria nos anos 60 tentar construir um observatório astronômico.
No dia seguinte acordado pelo cantar dos galos, abria a janela e via o sol nascendo entre as árvores da colina da Mata do Parque provocando o soprar de uma brisa serena com cheiro de mato.
O médico e químico, cientista, talvez pensasse que um dia aquele lugar seria uma grande e bela cidade, pois isso era o que se previa para aquela nova vila que se formava nos fins do Século XIX e começo do Século XX.
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